Joaquim Chaves Saúde tem solução para travar resistência aos antibióticos

Estima-se que, caso tudo se mantenha, em 2050 morram 10 milhões de pessoas com infeções causadas por bactérias resistentes. O risco de uso indevido de antibióticos está a ser reduzido com novas tecnologias.

Quando tomamos um antibiótico, as bactérias presentes no nosso corpo que são sensíveis a esse medicamento acabam por ser mortas. No entanto, no processo de multiplicação, algumas bactérias sofrem modificações que as tornam resistentes a esses medicamentos, fazendo com que deixem de ter o efeito pretendido. Isto acontece, habitualmente, depois da utilização inadequada de antibióticos. Contudo, há já técnicas para reduzir o risco de uso indevido.

"Perante uma suspeita de infeção, mesmo que não se tenha confirmação de que é uma infeção bacteriana, o médico prescreve um antibiótico ou o próprio doente faz automedicação", explica Carlos Cardoso, diretor técnico do laboratório Joaquim Chaves Saúde. "No entanto, o ideal é que, antes disto, se faça o isolamento da bactéria em laboratório e se teste a sensibilidade aos antibióticos para que, assim, quando o médico for a receitar o antibiótico, este seja um ao qual a bactéria não seja resistente".

Habitualmente, os resultados demoram 60 a 72 horas, ou seja, cerca de três dias. Em casos graves ou em que o paciente esteja com sintomas, esses três dias podem ser preciosos, o que torna impossível esperar para prescrever qualquer tratamento. "O que se pode fazer nestes casos é a colheita antes da primeira toma do antibiótico e, depois, medicar o doente normalmente. Quando se souber o resultado, a terapêutica pode ser corrigida em caso de resistência ou de algum problema", esclareceu o diretor técnico.

A segunda opção é optar por um laboratório mais célere, como é o caso do Grupo Joaquim Chaves Saúde, que investiu recentemente no único equipamento WASPLAB em Portugal. Este é um sistema automatizado, que não necessita de intervenção humana direta no processo, e que otimiza a identificação e análise de resistências das bactérias, o que significa uma antecipação para 24 a 30 horas dessa informação.

"Ao mesmo tempo que temos os resultados, negativos ou positivos, para a existência da bactéria no organismo, temos o antibiograma. E isto vem facilitar o trabalho dos médicos porque têm o resultado ao fim de 24 a 30 horas em vez de 60 a 72 horas e deixam de ter de medicar os pacientes de forma empírica", clarificou Carlos Cardoso. Assim, dão-se passos largos para a diminuição do uso indevido de antibióticos, uma vez que se pode descobrir que, por exemplo, aquela sintomatologia não está a ser causada por uma bactéria, mas sim por uma infeção viral, ou que aquela bactéria em específico já tem certas resistências e que só vai ser sensível a um determinado tipo de antibiótico.

A segunda opção é optar por um laboratório mais célere, como é o caso do Grupo Joaquim Chaves Saúde, que investiu recentemente no único equipamento WASPLAB em Portugal. Este é um sistema automatizado, que não necessita de intervenção humana direta no processo, e que otimiza a identificação e análise de resistências das bactérias, o que significa uma antecipação para 24 a 30 horas dessa informação.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, este é um dos maiores problemas de saúde pública com o qual é preciso lidar com urgência, uma vez que se estima que, se tudo se mantiver, em 2050 morram 10 milhões de pessoas em todo o mundo com infeções causadas por bactérias resistentes. "Estas inovações podem ser o que é preciso para travar esta carruagem que vai em alta velocidade direta ao precipício. E, assim, em vez de o precipício ser a década de 50, pode ser muitos mais anos à frente", continua o diretor técnico.

Por fim, Carlos Cardoso acredita que também se está a dar mais tempo e espaço à indústria farmacêutica para desenvolver novas moléculas, em vez de se apostar em novos antibióticos, uma vez que, neste momento, os mecanismos de resistência das bactérias estão a sobrepor-se à capacidade da indústria lhes responder. É, assim, responsabilidade de todos - setor público e privado, cidadãos e profissionais de saúde envolvidos na sua prescrição e distribuição, a nível humano e animal - contribuir para uma utilização mais consciente e eficaz dos antibióticos.

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