Vítor Gaspar propôs acabar com os limites salariais na CGD

Proposta do antigo ministro das Finanças não foi acolhida por Passos Coelho

O antigo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, defendeu que a Caixa Geral de Depósitos não estivesse sujeita ao Estatuto do Gestor Público e chegou a propor um salário de 20 mil euros para o presidente do banco, avança hoje o Público. Segundo o jornal, este regime de exclusão foi recusado pelo então primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

De acordo com a mesma fonte, em 2012, Vítor Gaspar defendeu que a administração do banco deveria ser paga de acordo com os critérios da lei bancária e ajustados às responsabilidades de cada um dos seus membros, com fortes imposições à remuneração variável. Já entes, em 2011, segundo o jornal, o então ministro das Finanças avançou com um estatuto salarial deferente para a CGD, segundo o qual o presidente ganharia 19.258 euros por mês (líquidos).

Passos Coelho recusou as propostas do ministro e a CGD passou a estar abrangida pelo Estatuto do Gestor Público, em que o administradores de uma empresa estatal não podem ganhar mais que o primeiro-ministro, ou seja, 6576 euros. Os que assim preferissem poderiam optar por ter um salário que fosse a média dos três últimos vencimentos.

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