"Se der em divórcio com a esquerda, PSD não será noivo do PS"

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, afirma em entrevista ao DN que os indícios da política orçamental do governo de António Costa são "preocupantes".

Luís Montenegro garante, no entanto, que o PSD não irá ser um foco de instabilidade permanente. Considera normal o fim da coligação com o CDS e diz que é preciso esperar para ver se haverá uma aliança em futuras eleições legislativas. Para já considera Passos Coelho o "homem certo, no lugar certo" e desafia Rui Rio a avançar com uma candidatura à liderança do partido no próximo congresso do partido, no início de abril, caso discorde da estratégia política seguida. De Marcelo diz que é o candidato natural para os militantes do PSD.

O líder do PSD disse na quarta-feira que a coligação acabou e que não se mantém na oposição. É mesmo o fim da coligação?

O que o líder disse, em bom rigor, nem precisava de ser dito. Foi a constatação de uma realidade. Formámos uma coligação com o CDS de governo e, portanto, tinha como pressuposto o exercício da liderança governativa e do programa que entretanto foi chumbado no Parlamento. E portanto, a coligação, tal qual tinha sido formada, deixou de fazer sentido. Mas o líder também teve oportunidade de dizer, e bem, que continuaremos a ter um trabalho de cooperação com o CDS, com profundidade, porque não é indiferente aos portugueses a proximidade que temos com o CDS.

Na Universidade de Verão disse que Costa era bom jogador para o Rio Ave ou o Nacional, mas não para os grandes clubes. Agora já é?

António Costa não demonstrou ainda ser um grande defensor de causas, de princípios programáticos para poder jogar na Champions League dos estadistas portugueses e europeus a que me referia na altura. E isso ficou agravado. O PS está claramente a demonstrar que não tem uma visão do Estado, ao revogar e reverter decisões estruturais importantes, nos transportes, na educação e em outras áreas. Era a mesma coisa que o Nacional e o Rio Ave chegassem ao fim do campeonato em 5º,6º ou 7º lugar e quisessem ser campeões. Foi isso que Costa fez ao ser primeiro-ministro sem ganhar eleições. Portanto a metáfora não podia ser mais apropriada.

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