Soares, um perfil em seis vídeos

A vida política de Mário Soares pós 25 de Abril foi documentada de fio a pavio pela televisão. E por isso está hoje espalhada pelas redes sociais. Eis seis momentos importantes

1 de maio de 1974 Seis dias depois do 25 de Abril, os dois grandes líderes da esquerda portuguesa, Álvaro Cunhal e Mário Soares, mobilizam milhares de pessoas para a primeira grande manifestação em liberdade, as celebrações do 1º de Maio, no Estádio da FNAT, em Lisboa.

6 de novembro de 1975 A menos de duas semanas do 25 de novembro de 1975, Soares e Cunhal encontram-se na RTP para um debate, moderado por Joaquim Letria e José Megre, que durou mais de três horas e meia (3h41). Foi o definitivo separar de águas entre dois homens que se conheciam há décadas - tanto assim que a relação entre ambos foi definida como de "inimigos íntimos".

12 de junho de 1985 Depois da estabilização democrática do País, Mário Soares apostou tudo na adesão de Portugal à CEE. Em 12 de junho de 1985 teve lugar a cerimónia de adesão, no Mosteiro dos Jerónimos. Soares era primeiro-ministro do 'Bloco Central', um governo de coligação com o PSD, coligação que terminaria em rutura em novembro desse ano.

9 de janeiro de 1986. Debate presidencial Soares/Freitas do Amaral, na RTP, moderado por Miguel Sousa Tavares. Por uma unha negra (138 mil votos), Soares venceria as presidenciais de de 26 de janeiro 1986, batendo Freitas do Amaral. Foram as únicas eleições presidenciais da democracia com duas voltas. Na primeira, Freitas ficou à frente mas por menos de quatro escassos pontos percentuais abaixo da percentagem que lhe permitiria vencer. Soares, que arrancara para a campanha com as sondagens a darem-lhe 6%, conseguiu na primeira volta ser o mais votado da esquerda, batendo Salgado Zenha (apoiado pelo PCP e pelo PRD) e Maria de Lurdes Pintasilgo (independente). Momentos decisivos foram os dois debates que teve na RTP com Freitas do Amaral. Eis imagens do primeiro, na primeira volta, moderado por Miguel Sousa Tavares.

21 de novembro de 2013 Com o país tutelado pela troika e governado pela coligação PSD/CDS liderada por Pedro Passos Coelho e tendo como número dois, Soares promove um "Encontro das Esquerdas" na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa. Soares radicaliza e pede a demissão tanto do primeiro-ministro como do Presidente da República, Cavaco Silva. "Caso contrário serão responsáveis pela onda de violência que aí virá!"

7 de dezembro de 2014. Última intervenção pública do "velho leão", num restaurante em Lisboa, perante centenas de amigos e a família toda, que lhe cantaram os parabéns pelo 90 anos.

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