PCP. Renegociar a dívida pública e libertar Portugal do euro

Líder dos comunistas falou esta quinta-feira na conferência que assinala o 153.º aniversário do DN

A "libertação do país da submissão ao euro e das imposições e constrangimentos da União Europeia" e a "renegociação da dívida pública" são pontos "decisivos" de uma política que deve devolver aos portugueses a sua vontade soberana. Palavras de Jerónimo de Sousa, que falava hoje no debate "Que Europa Queremos?", que decorre no Centro Cultural de Belém, no âmbito do ciclo de conferências sobre a Europa com que o DN está a assinalar o 153.º aniversário.

Para o líder do PCP "a atual fase da vida política nacional" - "sem prejuízo das possibilidades que abre e que não devem ser desperdiçadas" - evidencia "ainda mais o indispensável objetivo de rutura com a política de direita e a necessidade de uma outra política". Uma mudança que o PCP considera "indispensável" para "libertar o país das limitações e constrangimentos" impostas pelas instituições europeias.

Num discurso muito crítico da UE - que começou com o sublinhado de que União Europeia e Europa estão longe de ser a mesma coisa - o secretário-geral do PCP defendeu que passada uma década sobre o pico da crise, a UE não só não estiveram na sua origem. Prova disso, acrescentou, foi o "brutal incremento no processo de privatização de empresas públicas" ou a "investida contra os direitos laborais e sociais". Neste capítulo, o líder do PCP referiu-se ao Pilar Europeu dos Direitos Sociais, documento aprovado em novembro e que estabelece princípios orientadores para as políticas sociais, classificando-o como um "embuste". Neste capítulo, o líder do PCP referiu-se ao Pilar Europeu dos Direitos Sociais, documento aprovado em novembro e que estabelece princípios orientadores para as políticas sociais, classificando-o como um "embuste".

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