Obras na pastelaria Mexicana embargadas pela Câmara de Lisboa

A intenção do novo proprietário da emblemática pastelaria lisboeta era abrir no próximo mês o espaço. Câmara embargou obra por carecer de licenciamento.

A intervenção, disse ao DN o novo proprietário da pastelaria na Avenida Guerra Junqueiro, Rogério Pereira, começou "pela fábrica de pão e bolos que fica na cave do edifício" e devia continuar com o restauro "de todo o espaço de atendimento ao público" do mítico espaço, que deveria reabrir no próximo mês.

Contudo, os trabalhos foram interrompidos esta quinta-feira por falta de licenciamento municipal, escreve o Público. Numa resposta escrita enviada ao jornal, a Câmara de Lisboa explica que a intervenção carece de licenciamento uma vez que "a Pastelaria Mexicana está classificada como Monumento de Interesse Público".

A classificação patrimonial, iniciada em 1994, ficou concluída em abril do ano passado.

No artigo publicado pelo DN no dia 12 de maio sobre as obras, o proprietário dizia contar com a aprovação da Direção-Geral do Património Cultural. Contudo, a DGPC confirmava apenas a entrada do "processo formal com o projeto revisto" e que a intervenção se encontrava "em análise técnica".

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