Ministro diz que "infelizmente" existem cativações na FCT

Manuel Heitor foi confrontado pelo PSD, na discussão da especialidade do OE2018, relativamente à falta de execução em 76,7 milhões de euros em 2016

O ministro da tutela justificou esta terça-feira a falta de execução orçamental da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) em 2016, em 76,7 milhões de euros, com a cativação de verbas aprovadas pelo parlamento.

A justificação foi dada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, Manuel Heitor, na discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado 2018 (OE2018), quando confrontado pelo PSD com a falta de execução orçamental da FCT em 76,7 milhões de euros em 2016.

"Infelizmente há cativações na FCT, como sempre houve", afirmou Manuel Heitor, assinalando que os montantes cativos foram aprovados pelo parlamento e "afetaram a execução orçamental" da principal entidade financiadora da investigação em Portugal.

O titular da pasta da Ciência ressalvou que, apesar das cativações, não extensíveis ao ensino superior, "houve um aumento da despesa pública" na investigação e desenvolvimento.

O deputado do BE Luís Monteiro considerou "a execução orçamental" da FCT como "vergonhosa", apontando "as cativações cegas" que, em seu entender, foram "cortes efetivos" no orçamento da fundação.

O Bloco de Esquerda criticou o que classificou como "atraso estrutural" da FCT, refutado pelo ministro, que apresentou a Fundação para a Ciência e Tecnologia como a "agência mais eficiente da Europa", embora reconhecendo a necessidade de mais financiamento.

"Estamos cá para melhorar o financiamento da FCT", afirmou.

Ler mais

Exclusivos

Premium

João Gobern

País com poetas

Há muito para elogiar nos que, sem perspectivas de lucro imediato, de retorno garantido, de negócio fácil, sabem aproveitar - e reciclar - o património acumulado noutras eras. Ora, numa fase em que a Poesia se reergue, muitas vezes por vias "alternativas", de esquecimentos e atropelos, merece inteiro destaque a iniciativa da editora Valentim de Carvalho, que decidiu regressar, em edições "revistas e aumentadas", ao seu magnífico espólio de gravações de poetas. Originalmente, na colecção publicada entre 1959 e 1975, o desafio era grande - cabia aos autores a responsabilidade de dizerem as suas próprias criações, acabando por personalizá-las ainda mais, injectando sangue próprio às palavras que já antes tinham posto ao nosso dispor.