"Não sei se mudou a minha visão de Portugal, mas mudou profundamente a minha visão do Mundo"

Luís Rosa, 27 anos, Maia, desenhador/projectista

Felizmente, tive a sorte de ir por mais de uma vez à Expo 98. Com 7 anos na altura não tinha conhecimento do que era uma Exposição Mundial ou o que iria encontra em Lisboa. Sabia que era um mundo novo que toda a gente falava e que tinha de explorar. A imagem do Gil, mascote oficial da Expo, andava por todo o lado e havia muita curiosidade em ir ver aquela "nova Lisboa".

Há 20 anos não havia internet e todos os meios de conhecimento que advém da internet. Por isso, o dia era passado a descobrir os países presentes na Feira mundial, alguns que nunca tinha ouvido sequer falar. Ainda hoje tenho o meu passaporte onde carimbava em que países passei e que deixaram a sua marca naquele papelinho. Ficaram-me dois na memória, as Filipinas e o Panamá. Se calhar porque na altura os nomes eram atrativos para uma criança de 7 anos, o facto é que ficaram na memória até hoje.

Enquanto se ia de pavilhão em pavilhão existia muita animação com palhaços contemporâneos, dança, pessoas a descer das cordas pelo pavilhão de Portugal, existia o teleférico com a sua vista panorâmica pelo Tejo e pela feira, os vulcões de água que ainda hoje funcionam e o Oceanário, talvez o último ser vivo que ainda resiste imaculado 20 anos depois.

Não sei se a Expo mudou a minha visão de Portugal, mas mudou profundamente a minha visão do Mundo e do que haveria a explorar quando fosse mais crescido. Ainda hoje me marca a experiência da Expo 98 como um evento que levou de novo os Portugueses a descobrir outros mares, rumo ao Futuro.

Exclusivos