Marcelo diz que instituições como o Exército "sobrevivem pela credibilidade das suas lideranças"

Presidente da República presidiu à abertura solene do ano letivo na Academia Militar do Exército, na Amadora

A hierarquia do Exército e os novos oficiais do ramo ouviram esta quarta-feira Marcelo Rebelo de Sousa afirmar que as instituições sobrevivem "pela credibilidade das suas lideranças" e se "souberem respeitar-se e dar-se a respeitar".

O presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas intervinha na sessão de abertura do ano letivo da Academia Militar do Exército, ramo marcado nos últimos anos por várias polémicas como a morte de recrutas, o furto nos paióis de Tancos ou o desconhecimento sobre todo o material desaparecido - e uma forte contestação interna ao atual chefe do Estado-Maior, general Rovisco Duarte.

"Não esqueçais nunca [...] que as instituições só sobrevivem e afirmam a sua pujança se souberem respeitar-se e dar-se a respeitar, todos os dias, pela verdade da sua conduta, pela coerência dos seus princípios, pela credibilidade das suas lideranças", declarou o Chefe do Estado.

Continuando a dirigir-se aos novos e futuros oficiais do Exército e da GNR, que também são formados na Academia Militar, Marcelo Rebelo de Sousa - que não falou aos jornalistas - sublinhou ainda que eles são "a garantia de que o prestígio" das duas instituições "será uma realidade permanentemente partilhada, sem dúvidas ou estados de alma, pelo todo nacional".

Alguns deles, adiantou Marcelo, irão cumprir "relevantíssimas missões de segurança, sempre tendo em atenção o que é ser-se uma força militar".

O Presidente da República lembrou ainda que a Academia Militar "é uma escola de líderes que formou mais de 15 mil alunos" desde 1790, "dos quais sete antigos presidentes da República - um dos quais fundador na nossa República democrática".

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