Governo e Politécnico de Lisboa discutem condições de Escola de Dança

Alunos da Escola Superior de Dança em protesto

A secretaria de Estado da Ciência. Tecnologia e Ensino Superior reúne-se ainda hoje com o presidente do Instituto Politécnico de Lisboa. E reafirma que desconhecia o grau de degradação da Escola Superior de Dança, o motivo da greve dos alunos.

O gabinete de Fernanda Rollo reafirma ao DN não ter dado entrada na secretaria qualquer pedido do Instituto Politécnico de Lisboa (IPL) sobre as futuras instalações da Escola Superior de Dança, que é o organismo que integra a Escola Superior de Dança (ESD) entre outras áreas artísticas. Uma resposta na sequência da nota de esclarecimento dos órgãos diretivos do Politécnico enviada à imprensa salientando "que em junho de 2017, foi apresentada no gabinete do secretário de Estado do Tesouro, um pedido no sentido de isentar o IPL em 50 % da receita de modo a avançar com a construção do novo edifício" e que esta "intenção" foi comunicada à Secretaria da Educação e Ciência, que entretanto, "solicitou autorização de venda do atual edifício".

O gabinete da secretaria Estado da Ciência. Tecnologia e Ensino Superior esclarece que não tem qualquer informação desde que este Governo tomou posse. Acrescenta que Fernanda Rollo irá reunir ainda hoje com o presidente do IPL., Ermano Margato.

Os dois fizeram sexta-feira uma visita às instalações da escola, numa antiga fábrica em Lisboa, altura em que a governante tomou conhecimento de estado de degradação e da convocatória de uma greve dos alunos durante o dia de hoje. E prometeu, em conjunto, "avaliar a situação" para encontrar "uma solução" que garanta a segurança e condições de higiene para a prática letiva.

Um espaço para aquecimento e treino numa espécie de garagem com paredes húmidas e a cair; um estúdio para aulas em que um balde e toalhas amparam a chuva, cortinas a servir de portas na casa de banho, um refeitório com os micro-ondas num canto insalubre, teto a desfazer-se, salas com rachas, fungos e humidade, estas as condições que o DN encontrou.

"Pedaços de teto caem frequentemente, há constantes inundações, ratos e baratas (inclusive nos locais de refeição); nos estúdios de dança não há regulação da temperatura ambiente, as janelas não fecham e o sistema de aquecimento está avariado, existem fungos que afetam a respiração e a limpeza não é devidamente realizada; o quadro elétrico do átrio-sala corre o risco de ter uma explosão", denunciam os alunos.

Os responsáveis do IPL afirmam ter um terreno disponível para o novo edifício e empurra para a tutela a decisão final. Concordam que as atuais instalações "não são adequadas ao funcionamento de qualquer instituição do ensino superior" e que estas "atingiram um estado de degradação que torna inviável a sua recuperação", salientando que "têm dado resposta a situações urgentes". Entre estas, a reparação de infiltrações e ruturas na cobertura do edifico.

Vanda Nascimento, a presidente da Direção da escola, confirma essas reparações, defendendo que a melhor solução é a venda do edifício.

A ESD tem 200 alunos, 160 da licenciatura e 40 de mestrado.

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