Associação da GNR pede reativação da Brigada de Trânsito

Apelo surge no dia em que saíram os dados provisórios do número de mortes nas estradas portuguesas, que aumentou

A Associação Sócio Profissional Independente da Guarda (ASPIG) pediu hoje a reativação da Brigada de Trânsito da GNR, considerando que esta unidade extinta há quase 10 anos era "uma das mais importantes valências" na luta contra a sinistralidade rodoviária.

"A ASPIG, apela aos partidos políticos, especialmente ao PS, para que se empenhem na reativação da Brigada de Trânsito da GNR pois é essa - na opinião desta associação - uma das mais importantes valências na luta, com eficácia e eficiência, contra a sinistralidade rodoviária", refere a ASPIG, em comunicado.

O apelo para a reativação da Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana surge no dia em que foram conhecidos os dados provisórios divulgados pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), que dão conta de um total de 509 pessoas mortas nas estradas portuguesas no ano passado, mais 64 do que em 2016 (12,5%), tendo também se verificado um aumento do número de acidentes e feridos graves.

"A evolução da sinistralidade rodoviária em 2017 veio demonstrar que os objetivos políticos traçados para a redução da sinistralidade rodoviária não surtiram o efeito esperado e, pelos vistos, os sucessivos alertas desta associação para o erro crasso que foi a extinção da Brigada de Trânsito da GNR não deram em nada", adianta a ASPIG.

Segundo esta associação profissional da GNR, a Brigada de Trânsito era uma unidade especial da GNR, com "comando único, com provas dadas no combate à sinistralidade rodoviária, na fiscalização, ordenamento e disciplina do trânsito, na uniformização de procedimentos, a nível nacional, e na formação contínua dos militares que faziam parte do seu efetivo".

Extinta em 2009, a Brigada de Trânsito deu origem à Unidade Nacional de Trânsito e aos Destacamentos de Trânsito dos Comandos Territoriais.

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