Área cultivada com milho transgénico aumentou 3,6% em 2017 para 7,3 mil hectares

O Alentejo tem uma área cultivada com milho geneticamente modificado de 3.187,2 hectares, a região com maior extensão em Portugal

A área cultivada em Portugal com milho geneticamente modificado aumentou 3,6% em 2017, para 7.307 hectares, continuando a ser o Alentejo a região com maior extensão, segundo o Relatório Estado do Ambiente (REA) hoje divulgado.

"Ainda que a área do continente nacional ocupada com o cultivo deste OGM [organismo geneticamente modificado] tenha aumentado desde 2005, a área cultivada tem-se mantido relativamente estável desde 2011 (cerca de 8.000 hectares, em média)", aponta o documento elaborado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

O Alentejo tem uma área cultivada com milho geneticamente modificado de 3.187,2 hectares

No entanto, verificou-se "um ligeiro aumento em 2017, face ao ano anterior (cerca de 3,6%)", acrescenta o REA que será hoje apresentado pelo ministro do Ambiente, João Matos Fernandes.

O Alentejo tem uma área cultivada com milho geneticamente modificado de 3.187,2 hectares, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo, com 2.466 hectares e o centro com 1.608 hectares.

Tem-se verificado uma diminuição significativa do número de países que cultivam este milho, que em 2017 se limitaram a Portugal e Espanha

No ano passado, na União Europeia a área de cultivo de milho OGM diminuiu cerca de 3,5% na comparação com 2016, abrangendo 131.535 hectares.

"Não obstante a estabilidade em termos de área cultivada, tem-se verificado uma diminuição significativa do número de países que cultivam este milho, que em 2017 se limitaram a Portugal e Espanha", aponta o REA.

Desde o início do cultivo de plantas geneticamente modificadas, a nível mundial, a cultura que apresenta anualmente maior área cultivada é a soja, seguida do milho, algodão e colza.

Em 2016, foi reportada uma área total mundial com culturas geneticamente modificadas de 185,1 milhões de hectares, distribuída por 26 países, o que representa um aumento de 3% em relação a 2015.

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