E-mails são suficientes para o contacto dos professores com os pais

Pais e professores reconhecem as vantagens da tecnologia, mas não aconselham que haja uma relação nas redes sociais

Se o professor do seu filho lhe pedisse amizade nas redes sociais aceitaria? Ou era capaz de lhe enviar um pedido de amizade? Não há problema nenhum se o fizer, mas não é aconselhável. "Existem e-mails institucionais. Haverá necessidade de recorrer ao Facebook? Os e-mails chegam", diz ao DN Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

Para o representante dos diretores, "deve haver uma boa relação entre professores e encarregados de educação, mas não deve passar por amizade no Facebook". Quando isso acontece, prossegue, "deve ser usado com cuidado", já que "até podem levantar-se questões éticas". De uma maneira geral, Filinto Lima considera que "não é pertinente ou indispensável o professor ser amigo do aluno ou do pai nas redes sociais".

Uma opinião semelhante é partilhada por Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais: "As coisas devem ser tratadas pessoalmente. Há o perigo de descontrolo nas redes sociais." Pais e professores "não têm de ser amigos", mas "parceiros". Podem até ser amigos, assume, "mas não podem confundir a amizade com a responsabilidade que cada um tem".

O tema foi recentemente trazido para a discussão por Alexandre Henriques, do blogue Com Regras, com a publicação do artigo "Devem os professores ter alunos no seu Facebook?". Ao DN, o pai e professor diz que se apercebeu, após essa publicação, que "a maioria dos professores não permite a amizade [virtual] com os pais, exceto onde se conhecem, nomeadamente nos meios pequenos".

Alexandre Henriques considera que o uso da tecnologia tem muitas vantagens, mas "com noção do que se está a fazer". Há casos, refere, em que os pais usam as redes sociais para fazer desabafos sobre a escola, o que pode dar origem a situações constrangedoras. Lembra que no pré-escolar os pais têm os contactos dos educadores, mas isso deixa de ser necessário quando há maior autonomia.

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