DGS alerta para "problemas graves" das chamadas falsas para a Saúde 24

O diretor-geral da Saúde alertou hoje para os "problemas graves" que as chamadas falsas para a linha Saúde 24 podem provocar no encaminhamento dos cidadãos em situação grave que procuram este serviço.

Francisco George falava à agência Lusa a propósito da paralisação de vários trabalhadores da linha Saúde 24, gerida por uma empresa privada, mas cuja qualidade é supervisionada pela Direção Geral da Saúde (DGS).

Hoje, e segundo dados da administração da linha, cerca de metade dos funcionários não compareceram ao serviço, num protesto contra a descida do valor da hora de trabalho, proposto pela empresa LCS.

O administrador desta empresa manifestou-se preocupado com o "elevado número" de chamadas falsas, cuja origem prometeu averiguar, uma apreensão subscrita por Francisco George.

"As chamadas falsas podem criar problemas graves, uma vez que os cidadãos, em caso de situações graves, ficariam sem este serviço disponível", disse.

Francisco George considera "absolutamente essencial garantir, nos termos do contrato, o funcionamento da linha, com a manutenção da qualidade que desde sempre foi reconhecida".

Sobre as declarações da coordenadora do Bloco de Esquerda Catarina Martins, que hoje apontou a Saúde 24 como um exemplo do que acontece quando se privatizam serviços públicos, Francisco George recordou que a linha "foi sempre explorada por empresas privadas, no quadro de um contrato que foi subscrito no seguimento de concursos públicos, tal como o presente".

"Estamos perante um serviço que funciona com grande qualidade e é reconhecido pelos cidadãos como tendo grande qualidade e que reduz a procura desnecessária dos cuidados de urgência e que desde sempre foi operacionalizado por empresas privadas", adiantou.

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