Carteira eletrónica para ter os cartões de saúde no telemóvel

Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) apresentam hoje novidades que pretendem facilitar a vida dos utentes e dos profissionais

O SNS vai estar mais tecnológico. Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) apresentam hoje novidades que pretendem facilitar a vida dos utentes e dos profissionais, aproximando os serviços através de aplicações de telemóvel e computadores, como a carteira eletrónica ou os exames sem papel.

Carteira eletrónica disponível a partir de hoje

É uma das novidades do My SNS. Chama-se carteira eletrónica e a partir de hoje a aplicação pode ser descarregada nos iPhones e smartphomes de forma gratuita. O sistema pode funcionar sem estar ligado à internet e permite que o número de telefone seja fidelizado na aplicação. Há vários módulos disponíveis, desde o básico, a que chamaram Cartão de Acesso à Saúde e que tem o número de utente, o nome do médico de família e contacto do centro de saúde. Pode ter também as informações sobre vacinas, alergias e até um resumo do testamento vital. Se fidelizar o número tem a opção de poder receber no telemóvel o guia de tratamento quando lhe é prescrita uma receita.

Requisição e receção de exames sem papel

Mais uma das novidades do registo de saúde eletrónico. O objetivo é fazer o mesmo que já acontece nas receitas. Quando o médico pede um exame ou análise, em vez de sair com um papel na mão para entregar no centro de análises, terá um e-mail ou um sms para o fazer, e quando estes tiverem prontos, os resultado seguem também por via eletrónica. A primeira fase do projeto a avançar será a receção dos resultados, no primeiro trimestre deste ano. No caso das imagens, dados mais pesados, será enviado um link que permite a sua visualização. Os primeiros testes já foram feitos entre os SPMS e os principais laboratórios.

Centro Nacional de Telessaúde

Será uma central da área da telemedicina, agregando os projetos que já existem e impulsionando o uso destes mecanismos para dar consultas à distância ou aumentar a relação entre centros de saúde e hospitais. Um dos exemplos são as consultas de teledermatologia no Alentejo. O papel do centro será divulgar estas iniciativas e dar condições como webcams e microfones de forma que as instituições arranquem com projetos semelhantes. Em dezembro houve 247 participantes na plataforma Live a fazer teleconsulta e mil minutos de utilização, quando no mês anterior tinham sido 500. O arranque formal do centro será no primeiro trimestre, com uma aposta direta nas Unidades Locais de Saúde que fazem a gestão conjunta de hospitais e centros de saúde. Pretende-se, por exemplo, que os médicos possam usar a telemedicina para discutir casos clínicos.

Ligação mais próxima de farmacêuticos e médicos

A SPMS está a trabalhar com a Associação Nacional de Farmácias para que os farmacêuticos possam enviar notas aos médicos no momento da dispensa dos medicamentos. O objetivo é um trabalho em rede que poderá beneficiar o seguimento de pessoas com doenças crónicas e vai ao encontro do acordo assinado recentemente entre as duas associações de farmácias e a Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar. Segundo a SPSM há 20% das receitas prescritas que nunca são aviadas. Com esta funcionalidade, talvez seja possível encontrar algumas respostas, com o farmacêutico a dar informações que o doente lhe deu mas não ao médico.

Segurança dos dados e mais investimento

Um dos temas em discussão é a segurança dos dados na cloud e o investimento necessário em tecnologia. SPMS e hospitais candidataram-se a 50 milhões de euros de financiamento em tecnologia: aquisição de computadores e redes dentro dos centros de saúde e hospitais para permitir a funcionalidade dos programas informáticos.

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