Exclusivo Rui Tavares. "Sou mais feliz a escrever livros de História"

Há doze anos, Rui Tavares antecipou que ia deixar a política em março de... 2022. Afinal, vai ser o mês em que entra no Parlamento. A primeira proposta já está definida: aquecer as casas portuguesas.

São seis da tarde de quarta-feira e, numa sala do Colégio Almada Negreiros, um antigo colégio jesuíta que agora integra o campus de Campolide da Universidade Nova de Lisboa, está prestes a começar uma aula de Filosofia da História. Ou, como precisa o professor logo de início, de história da Filosofia da História.

É a primeira aula do segundo semestre, tempo de apresentações aos 10 alunos de mestrado que se sentam na sala apertada. "Não sou filósofo, sou historiador", avisa o docente, explicando que também não é especialista numa época histórica em particular, "tirando alguns anos do século XVIII". Nove, mais precisamente, parte da existência da Real Mesa Censória - que "herdou" do Santo Ofício a tarefa de fiscalizar as obras publicadas no país -, objeto da tese de doutoramento deste docente, e que demorou mais que isso a escrever: 15 anos. Motivo de piada que o próprio repete: "Ainda bem que não foi sobre a Inquisição, teria demorado 40 anos".

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