"Heróis da vida real? Jovens voluntárias que estão em zonas difíceis de África"

A eurodeputada Maria Manuel Leitão Marques conta-nos as suas preferências literárias, de pintura e deixa uma homenagem às jovens voluntárias que estão em África, principalmente em Cabo Delgado (Moçambique).

A sua virtude preferida?

A coragem.

A qualidade que mais aprecia num homem?

A empatia e a inteligência.

A qualidade que mais aprecia numa mulher?

As mesmas.

O que aprecia mais nos seus amigos?

A lealdade.

O seu principal defeito?

Picuinhas no trabalho, diz quem está por perto que por vezes exagero.

A sua ocupação preferida?

Dançar, nunca me cansa.

Qual é a sua ideia de "felicidade perfeita"?

Entre amigos, daqueles para sempre. Conservo os meus como algo de muito precioso.

Um desgosto?

A partida antes do tempo da minha prima Luci que foi quase minha irmã. Ela adorava cá andar.

O que é que gostaria de ser?

Pianista.

Em que país gostaria de viver?

Gosto do meu. Seria perfeito com mais uns meses de verão.

A cor preferida?

O vermelho de que me visto muitas vezes.

A flor de que gosta?

As frésias, mas das que cheiram, desde que a Teresa Beleza me ofereceu um grande ramo no dia em que me doutorei e a minha casa ficou perfumada por muito tempo.

O pássaro que prefere?

As cegonhas.

O autor preferido em prosa?

O do livro que estou a ler e não consigo largar. Agora, por exemplo, é Susan Sontag, a autora de "O amante do vulcão (quetzal)". O vulcão é o Vesúvio, por coincidência a minha última viagem, uma semana antes da pandemia. Subi à cratera, visitei Pompeia, a cidade engolida, e admirei-o várias vezes visto de Nápoles. Talvez por isso, perceba melhor a personagem.

Poetas preferidos?

Se tivesse de escolher apenas um livro de poesia para levar comigo algures, seriam os sonetos de Camões que aprendi a recitar quando tinha doze anos. Ainda hoje sei de cor bastantes.

Os heróis da vida real?

Jovens voluntárias em zonas difíceis de África, destacando as que se encontram agora em Cabo Delgado.

Heroínas de ficção?

Prefiro sempre os heróis reais. Talvez por isso goste tanto de romances com alguma inspiração biográfica ou baseados em factos históricos. Mesmo o "Coronel" e outras personagens fascinantes do realismo mágico de Gabriel Garcia Márquez me parecem de inspiração real.

As heroínas históricas?

As sufragistas, destacando Carolina Beatriz Ângelo a primeira mulher a votar em Portugal.

Os pintores preferidos?

A pintora portuguesa Menez. Sempre sonhei que havia de ter um quadro dela, mas infelizmente ela morreu antes de eu o poder adquirir.

Compositores preferidos?

Vou abusar nas escolhas. A dupla Paul McCartney & John Lennon a que regresso tantas vezes como se fosse novidade; Mozart que gostava de saber tocar e cuja criatividade é admirável; Tom Jobim nas suas várias versões; e Michael Nyman pela magnífica música de um dos meus filmes de eleição, "O Piano", aquele que destacaria se houvesse essa pergunta, uma homenagem a mulheres corajosas.

Os seus nomes preferidos?

Pedro e Inês.

O que detesta acima de tudo?

A mesquinhez de pessoas muito pequenas de espírito.

A personagem histórica que mais despreza?

Hitler e todos os que o rodearam, sempre temendo que o que sabemos não tenha servido de lição para prevenir repetições.

O feito militar que mais admira?

O D Day, lembrando os que morreram nas praias da Normandia em nome da liberdade.

O dom da natureza que gostaria de ter?

Renovar-me todas as primaveras.

Como gostaria de morrer?

Sem dar conta.

Estado de espírito atual?

Otimista como é habitual.

Os erros que lhe inspiram maior indulgência?

Os inevitáveis.

A sua divisa?

"A vida é maravilhosa se não se tem medo dela" (Charlie Chaplin).

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