Ferro Rodrigues alerta para o perigo de regressão nos valores democráticos

O presidente do Parlamento, Ferro Rodrigues, alertou para "o perigo de regressão nos valores democráticos" na abertura das cerimónias do 25 de Abril na Assembleia da República.

Ferro Rodrigues sublinhou as muitas conquistas do 25 de Abril, mas acrescentou que nestes 47 anos o país não conseguiu ainda erradicar as sombras do Estado Novo, "as ideias e os valores que caracterizaram aquele período negro da nossa história, muitos deles adormecidos desde então".

Adormecidos, mas a despertar. O presidente da Assembleia da República alertou para a disseminação de fake news. "Nas redes sociais os promotores de falsas notícias, de ódio, de desinformação, de calúnias, de mentiras, contam-se por muitas centenas, e atingem milhões de alvos", alerta, dizendo também que as caixas de comentários de alguns órgãos de comunicação social são "um esgoto a céu aberto".

Ferro diz que não é fácil combater a "desinformação, a mentira e o medo", nem o "discurso simplista dos antidemocratas", mas defende que a democracia tem armas para isso. "Nesta batalha pela nossa sobrevivência enquanto sociedade aberta, tolerante e inclusiva, cabe-nos a nós, democratas, um papel fundamental", avisa.

"Há muito por fazer, mas muito de substancial foi cumprido"

Eduardo Ferro Rodrigues abriu o discurso inaugural referindo-se a este ano de pandemia, um "ano de combate", agora com um "horizonte de esperança" que as vacinas vieram trazer. Um ano em que o país deve "reconhecimento nacional" aos profissionais de saúde, e a todos os que permitiram que o país não parasse.

Referindo-se aos 47 anos do 25 de Abril, Ferro diz que "há muito por fazer, mas muito de substancial foi cumprido" neste "menos de meio século que nos trouxe ao país democrático e aberto ao mundo que somos" - "Há objetivos sempre insatisfatoriamente cumpridos, como melhor justiça, mais igualdade de oportunidades e forte solidariedade social"

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