O primeiro-ministro, Luís Montenegro.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro.FILIPE AMORIM / Lusa

Montenegro vota antecipadamente em Espinho e apela à mobilização contra a "provação" da tempestade

Chefe do Governo destaca sentido de responsabilidade na escolha do sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. Mais de 308 mil eleitores inscritos para votar este domingo sob os efeitos da depressão Kristin.
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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, exerceu este domingo (1 de fevereiro) o seu direito de voto antecipado para a segunda volta das eleições presidenciais. Numa declaração marcada pelo contexto de emergência provocado pela depressão Kristin, o chefe do Executivo apelou aos portugueses para que não abdiquem de participar na escolha do futuro do país, apesar das dificuldades logísticas causadas pelo mau tempo.

Luís Montenegro votou na Escola Básica de 1º CEB nº2 de Espinho, no distrito de Aveiro, a sua área de residência. Através da rede social X, o primeiro-ministro sublinhou que, embora o Governo e os cidadãos estejam focados na resposta aos estragos da tempestade, o ato eleitoral continua a ser uma prioridade democrática.

"Devemos cumprir com sentido de responsabilidade a nossa democracia e participar nas escolhas sobre o nosso futuro coletivo", escreveu. Montenegro reforçou a confiança na resiliência nacional, afirmando que o país é capaz de "superar os momentos de provação" com "sentido de ambição".

Adesão recorde e constrangimentos meteorológicos

De acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), a adesão ao voto antecipado em mobilidade registou um crescimento significativo nesta segunda volta, com 308.501 inscritos — um aumento de cerca de 90 mil eleitores face ao primeiro sufrágio.

Lisboa lidera a lista de inscritos (89.689), seguida pelo Porto (50.518) e Setúbal (26.580). No entanto, os efeitos da tempestade Kristin obrigaram a alterações de última hora. Seis municípios — Vieira do Minho, Alvaiázere, Leiria, Torres Vedras, Alcácer do Sal e Silves — viram os seus locais de voto ser transferidos por questões de segurança e operacionalidade.

A votação antecipada deste domingo serve de antecâmara para o dia decisivo, 8 de fevereiro, onde os portugueses escolherão entre António José Seguro (que obteve 31,11% na primeira volta) e André Ventura (23,52%).

O vencedor deste escrutínio assumirá a chefia do Estado em março, sucedendo a Marcelo Rebelo de Sousa, que termina agora o seu segundo e último mandato constitucional.

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