O partido Alternativa Democrática Nacional (ADN) divulgou esta quarta-feira, 28 de janeiro, que aprovou o apoio à candidatura presidencial de André Ventura depois de uma recusa deste de que alteraria a Constituição para reduzir direitos ou acautelar situações como a pandemia.“O apoio agora aprovado assenta em linhas vermelhas claras e inegociáveis, que foram expressamente aceites por André Ventura. Nesse sentido, o candidato garantiu por escrito a Bruno Fialho que não aceitará qualquer alteração à Constituição da República Portuguesa que vise reduzir Direitos, Liberdades e Garantias fundamentais, nem quaisquer alterações relacionadas com matérias pandémicas ou de exceção”, divulgou o ADN em comunicado.O apoio do partido presidido por Bruno Fialho foi aprovado pelo Conselho Nacional do partido, de acordo com a mesma nota.“Tendo de ser eleito um dos candidatos, o partido não pode apoiar quem esteja alinhado, ou não recuse apoios, de forças, agendas ou interesses que promovem a restrição de liberdades, o enfraquecimento dos direitos fundamentais, a banalização do crime contra portugueses ou a perpetuação de um sistema político que tem falhado repetidamente”, afirmou Bruno Fialho, citado no comunicado.Para o ADN, este “apoio resulta da convicção de que André Ventura tem demonstrado disponibilidade para enfrentar o ‘wokismo’, rejeitar agendas globalistas como a Agenda 2030 e defender a soberania nacional, valores que o partido sempre defendeu de forma coerente, clara e sem cedências”.“O partido esclarece que este apoio não implica qualquer abdicação da sua identidade política, mantendo plena autonomia, independência e espírito crítico. O ADN continuará a afirmar-se como uma força política própria, comprometida com a defesa da liberdade, da soberania nacional e dos interesses dos portugueses”, declarou.António José Seguro e André Ventura vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais, em 08 de fevereiro, depois de, no dia 18 de janeiro, o candidato apoiado pelo PS ter conquistado 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obtido 23%..Seguro e Ventura concordaram na Lei Laboral e na Saúde e divergiram muito na Imigração, Constituição e Justiça