Numa breve reação à demissão de Maria Lúcia Amaral do cargo de ministra da Administração Interna, Marcelo Rebelo de Sousa não quis comentar se a decisão peca por tardia e diz que "há que respeitar a vontade da ministra"."A ministra entendeu que já não sentia condições, transmitiu essa vontade ao primeiro-ministro. O primeiro-ministro transmitiu ao Presidente da República, e eu aceitei pedido de demissão. A lei orgânica do governo prevê, quando isto acontece, que o primeiro-ministro assume as funções. Foi o que aconteceu. Vai assumir as funções desde que a exoneração se efetiva, com a publicação em Diário da República", afirmou o Presidente da República cessante durante a noite desta terça-feira, 10 de fevereiro, à margem da cerimónia de entrega do Prémio Pessoa.“Não me vou substituir ao juízo efetuado pela própria”, sublinhou o ainda chefe de Estado, referindo-se à sequência de tempestades como uma “situação naturalmente complexa". "Há que respeitar vontade da ministra. Compreendi e aceitei. Amanhã veremos”, acrescentou..PS considera que demissão é a prova de que Governo falhou na resposta à tempestadeO secretário-geral do PS defendeu esta terça-feira, 10 de fevereiro, que a demissão da ministra da Administração Interna “é a prova de que o Governo falhou na resposta” à tempestade e lembrou que “o mais importante responsável da Proteção Civil” é o primeiro-ministro.“Eu amanhã tenho a intenção de dizer ao primeiro-ministro aquilo que tenho a dizer no debate parlamentar, mas é evidente que a demissão da ministra da Administração Interna é a prova de que o Governo falhou na resposta a esta emergência, a esta tempestade”, disse aos jornalistas José Luís Carneiro à chegada à sede do PS, onde decorre a Comissão Política Nacional do PS.Na perspetiva do líder do PS, Luís Montenegro não se “pode alienar as suas próprias responsabilidades”.“O primeiro e mais importante responsável da proteção civil no país é o primeiro-ministro”, defendeu..Ventura diz que demissão da MAI prova "incapacidade do Governo" em resolver problemasO presidente do Chega, André Ventura, considerou esta terça-feira que a demissão da ministra da Administração Interna "é a prova da incapacidade do Governo" em gerir os problemas do país e "um falhanço evidente" do primeiro-ministro."Esta demissão da Sra. Ministra da Administração Interna é a prova da incapacidade do Governo em gerir todas as adversidades que o país tem enfrentado, desde os incêndios ao recente fenómeno das tempestades", escreveu o antigo candidato presidencial na sua página oficial na rede social X.André Ventura considerou que "é um falhanço evidente de Luís Montenegro que, da Saúde à Administração Interna, vai perdendo o controlo do Governo" e questionou "quanto mais tempo vai demorar até serem resolvidos os outros 'erros de casting' deste Governo", defendendo que "Portugal merece muito mais"..IL diz que saída peca por tardia e pede que Governo enfrente crise com competênciaA presidente da Iniciativa Liberal defendeu esta terça-feira que peca por tardia a demissão da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, e instou o Governo a "enfrentar esta pasta com competência e capacidade de comunicação em situação de crise"."Há 5 dias. Foram 5 dias que se perderam. O governo deve enfrentar esta pasta com competência, resposta pronta e capacidade de comunicação em situação de crise. As populações estão desesperadas. São necessárias soluções já", pode ler-se, numa mensagem de Mariana Leitão na rede social X.Na semana passada, Mariana Leitão defendeu a saída de Maria Lúcia Amaral do Governo em entrevista ao canal Now, sublinhando que a ministra não tinha condições para continuar no cargo após ter demonstrado um "completo desnorte" na gestão da crise causada pelo mau tempo..Bloco de Esquerda diz que demissão "era a única saída"O coordenador nacional do BE, José Manuel Pureza, diz que "a demissão da MAI era a única saída". "Entre a falta de prevenção e o erro na resposta, o Governo falhou no seu dever mais básico: proteger o nosso povo. Milhares de famílias pagaram o preço da incompetência e do abandono. O país exige mudanças, não apenas demissões", escreveu nas redes sociais.. O primeiro-ministro vai assumir transitoriamente as competências que pertenciam à ministra da Administração Interna, quando se tornar efetiva a exoneração de Maria Lúcia Amaral, anunciada esta terça-feira, a primeira “baixa” do segundo Governo liderado por Luís Montenegro. A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, pediu a demissão e o Presidente da República aceitou-a, segundo uma nota oficial divulgada esta terça-feira à noite.O comunicado explicita que será o primeiro-ministro, Luís Montenegro, que “assumirá transitoriamente as respetivas competências”, logo que a exoneração se torne efetiva.Esta é a primeira demissão do XXV Governo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro, pouco mais de oito meses depois da sua posse, a 05 de junho de 2025..Maria Lúcia Amaral demite-se na véspera do debate quinzenal