O primeiro-ministro avisou esta quinta-feira, 22 de janeiro, que “qualquer visão alternativa às Nações Unidas” é desajustada e não terá o acolhimento de Portugal, apesar de admitir que um Conselho de Paz para monitorizar a situação na Faixa de Gaza poderá ter “alguma participação”.Em declarações aos jornalistas à chegada à cimeira extraordinária do Conselho Europeu, em Bruxelas, Luís Montenegro disse que, perante os restantes líderes europeus, irá defender “uma posição de unidade” no que se refere à participação dos Estados-membros no Conselho de Paz, criado por Donald Trump, mas deixou um aviso.“É importante que fique muito assente que qualquer visão alternativa às Nações Unidas não terá o nosso acolhimento. Não há alternativa às Nações Unidas, é nas Nações Unidas que o contexto multilateral se expressa e a concertação das Nações se deve evidenciar”, acentuou.O primeiro-ministro referiu, contudo, que “a ideia de poder haver um Conselho de Paz para acompanhar e monitorizar o processo de paz na Faixa de Gaza pode eventualmente ter algum desenvolvimento e alguma participação”.“Tudo aquilo que possa extravasar esse objetivo, de uma natureza genérica de intervenção de alguma maneira concorrencial com o espírito e funcionamento das Nações Unidas, parece-nos completamente desajustado”, frisou.Montenegro disse, no entanto, que não pretendia adiantar mais nada sobre este assunto de momento, porque “quem procura uma solução de unidade, de solidariedade e de uma posição conjunta, também precisa naturalmente de ouvir os outros parceiros”.“É isso que Portugal fará”, referiu.