Luís Montenegro à chegada ao Conselho Europeu.
Luís Montenegro à chegada ao Conselho Europeu.EPA/OLIVIER MATTHYS

Montenegro: Conselho de Paz para competir com ONU seria algo “completamente desajustado”

Primeiro-ministro admitiu, no entanto, que um organismo para monitorizar a situação na Faixa de Gaza poderá ter “alguma participação” de Portugal.
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O primeiro-ministro avisou esta quinta-feira, 22 de janeiro, que “qualquer visão alternativa às Nações Unidas” é desajustada e não terá o acolhimento de Portugal, apesar de admitir que um Conselho de Paz para monitorizar a situação na Faixa de Gaza poderá ter “alguma participação”.

Em declarações aos jornalistas à chegada à cimeira extraordinária do Conselho Europeu, em Bruxelas, Luís Montenegro disse que, perante os restantes líderes europeus, irá defender “uma posição de unidade” no que se refere à participação dos Estados-membros no Conselho de Paz, criado por Donald Trump, mas deixou um aviso.

“É importante que fique muito assente que qualquer visão alternativa às Nações Unidas não terá o nosso acolhimento. Não há alternativa às Nações Unidas, é nas Nações Unidas que o contexto multilateral se expressa e a concertação das Nações se deve evidenciar”, acentuou.

O primeiro-ministro referiu, contudo, que “a ideia de poder haver um Conselho de Paz para acompanhar e monitorizar o processo de paz na Faixa de Gaza pode eventualmente ter algum desenvolvimento e alguma participação”.

“Tudo aquilo que possa extravasar esse objetivo, de uma natureza genérica de intervenção de alguma maneira concorrencial com o espírito e funcionamento das Nações Unidas, parece-nos completamente desajustado”, frisou.

Montenegro disse, no entanto, que não pretendia adiantar mais nada sobre este assunto de momento, porque “quem procura uma solução de unidade, de solidariedade e de uma posição conjunta, também precisa naturalmente de ouvir os outros parceiros”.

“É isso que Portugal fará”, referiu.

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