Portugueses na Europa. "Hungria pode reforçar bloco nacionalista no PE"

Como é que a Europa é vista no país onde vive? É a pergunta do DN aos portugueses que vivem em diferentes países da UE.

José Reis Santos chegou à Hungria há nove anos, fixando-se na capital, Budapeste. É historiador/empresário.

"Em vésperas de eleições europeias, as mais importantes numa geração, a Hungria encontra-se no epicentro das leituras que preveem a emergência de um forte bloco nacionalista, iliberal e populista no próximo Parlamento Europeu. Isto porque Viktor Orbán desde 2010 se apresenta como portador de uma solução político-Institucional que substitui os alicerces liberais e representativos das sociedades democráticas, e seus checks and balances, por um modelo monista de base etno-nacionalista de enquadramento e ambições totalitárias, com intervenção (e controlo) estatizante em muitas áreas da sociedade.Dominados 90% dos meios de comunicação, e sem debates públicos, não espantam os resultados do Fidesz, pois só o governo comunica com o eleitorado. Com o espaço político asfixiado, Orbán advoga representar a Nação, pretendendo agora aumentar a sua influência em Bruxelas, esperando que com Le Pen, Salvini e Kaczyński consiga finalmente sair do espaço liberal do PPE e com a sua Europa das Nações moldar a União à sua medida. Resta a quem defende os valores humanistas e democráticos europeus que estas intenções saiam goradas»,

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