Força Aérea tem outro helicóptero novo

Os Koala são helicópteros ligeiros e destinam-se a substituir a frota dos Aloeutte III, ao serviço desde a guerra colonial e sediados na Base Aérea de Beja.

A Força Aérea recebeu esta quarta-feira o terceiro dos cinco novos helicópteros ligeiros Koala AW119 que vão substituir os velhinhos Alouette III em operação desde a guerra colonial.

As primeiras duas aeronaves militares da Esquadra 552 - conhecida por Zangões - chegaram em fevereiro deste ano, depois de adquiridas ao construtor italiano Leonardo - o mesmo fabricante dos helicópteros EH-101 - num contrato assinado no final de 2017 e por 20,5 milhões de euros

Os Koala AW119MKII, que chegaram a Portugal sem armamento, destinam-se a missões de instrução básica e complementar de pilotagem, patrulhamento e vigilância, reconhecimento, busca e salvamento e evacuação sanitária, a exemplo do que têm feito os Alouette nas últimas décadas.

Os primeiros pilotos e mecânicos dos Koala portugueses receberam formação - e tiraram cursos de formadores - nas instalações da Leonardo nos EUA. Os restantes elementos das tripulações da Esquadra 552 já estão a ser qualificados em Portugal.

Estes aparelhos novos também estão equipados para participar no apoio às operações de combate aos fogos, missão que a Força Aérea passou a cumprir - em matéria de contratos, gestão, operação e manutenção dos respetivos meios aéreos permanentes do Estado - e na sequência dos incêndios florestais que em 2017 provocaram dezenas de mortos na região centro.

"Já temos feito missões" reais com os Koala no norte e centro do país, em ações de apoio aos fogos, disse este sábado o porta-voz da Força Aérea ao DN.

Quanto aos dois Alouette III ainda em atividade, depois de ultrapassadas várias datas de abate ao serviço que foram sendo estimadas pela Força Aérea, a nova previsão aponta o fim da sua atividade no final do ano. Mas como "até ter potencial voam", o ramo vai continuar a usá-los até ao limite possível que pode estender-se para além de dezembro de 2019, adiantou o tenente-coronel Manuel Costa.

O contrato de compra dos Koala, no âmbito da Lei de Programação Militar (LPM), envolveu um investimento de 20,5 milhões de euros e prevê a opção de serem adquiridos mais dois aparelhos. Quanto aos últimos dois que ainda faltam, a sua chegada está prevista para março de 2020.

O documento suscitou reservas iniciais do Tribunal de Contas, que o devolveu ao Ministério da Defesa em abril de 2018 "para complemento da instrução do processo e esclarecimentos".

Esse facto acabou por atrasar a chegada dos primeiros Koala, mas durante poucos meses pelo facto de a Leonardo ter iniciado a sua construção "apesar de o negócio não estar fechado", como disse então uma das fontes ouvidas pelo DN.

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