Europeias. Mendes defende que um "político" seria melhor para a Aliança

Marques Mendes elogiou o nome escolhido por Santana Lopes para encabeçar lista às europeias, Paulo Sande, mas defendeu que a Aliança para se afirmar deveria ter apostado num "político".

O antigo líder do PSD Marques Mendes considerou uma "atitude inteligente" o facto de Santana Lopes ter apresentado com "antecedência" o seu candidato às eleições europeias. "Dá notoriedade ao partido, dá tempo ao candidato para ganhar notoriedade", frisou no seu habitual comentário na SIC.

Mendes destacou as qualidades de Paulo Sande, de quem disse ser "uma pessoa sabedora das questões europeias" e que, se for eleito, dará um bom deputado no Parlamento Europeu. Mas se será o perfil indicado manifestou dúvidas. Isto porque para o novo partido de Santana se afirmar tem de se sair bem nas eleições europeias.

Um bom resultado da Aliança nas primeiras eleições do próximo ano só será possível, afirmou Marques Mendes, com a captação do voto dos descontentes. Para isso, defendeu, "talvez precisasse de ter um político à frente da lista".

Faltam candidatos do PS, PSD e CDU

A seis meses das eleições europeias, apenas CDS e BE já anunciaram publicamente os seus cabeças de lista ao Parlamento Europeus. Duas figuras que não foram surpresa nenhuma. Nuno Melo lidera a lista centrista, depois de nas anteriores europeias, em 2014, ter integrado a de coligação PSD/CDS e encabeçada por Paulo Rangel. E no Bloco, Marisa Matias volta a ser a timoneira dos candidatos do partido ao PE.

Todos os outros partidos preferiram adiar o anúncio dos respetivos candidatos. Sendo que no caso da CDU se espera que o eurodeputado João Ferreira volte a ser o cabeça de lista. O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, em declarações públicas já se referiu ao eurodeputado João Ferreira como um "bom candidato" e adiantou que o futuro cabeça de lista da CDU sairá de entre o lote de três deputados do partido atualmente no Parlamento Europeu.

No PSD também há a expectativa que seja Paulo Rangel a liderar novamente os candidatos ao Parlamento Europeu pelo PSD, embora o DN saiba que Rui Rio ainda não falou sobre o assunto com o eurodeputado social-democrata, que também é vice-presidente do PPE. Fala-se também que não deverão ser recandidatos alguns dos atuais eurodeputados como Carlos Coelho e Fernando Ruas, e deverão entrar Isabel Meireles e Álvaro Amaro. Mas ainda não há sinais da São Caetano à Lapa sobre as decisões do líder do PSD. Até porque Rio foi claro a dizer que tentaria adiar ao máximo o clima de campanha eleitoral no país, embora isso não impeça que as outras forças entrem em força nesse período.

No PS a incógnita é ainda maior. Até ao momento, António Costa não deixou transparecer qual será a sua preferência para o cabeça de lista nas europeias. O nome mais falado foi o do atual ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, mas essa hipótese parece não se concretizar. A única coisa que se sabe do partido que foi o mais votado em 2014, ao conseguir eleger oito eurodeputados (a lista PSD/CDS elegeu seis), é que voltará a apresentar uma "lista paritária".

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