Catarina Martins disponível para renovar acordo com o PS. Seja geral ou pontual

"Sempre dissemos que nestas coisas não temos tabus nem fazemos suspense", afirma a líder bloquista.

Catarina Martins não hesita em dizer: os resultados finais ainda não são conhecidos, mas "já há algumas coisas claras". Entre elas, a vitória do PS, cujo líder diz já ter saudado pelos resultados. Depois, a "derrota histórica" da direita e que, segundo a líder do Bloco de Esquerda, vem provar a necessidade de reforçar a esquerda no país. "A direita sofreu uma derrota histórica e estes quatro anos provam como tínhamos razão quando dissemos que estava na altura de fazer uma mudança neste país", disse.

O futuro ainda é incerto, mas o BE mostrou-se disponível para renovar um acordo com o PS. "Sempre dissemos que nestas coisas não temostabus nem fazemos suspense. O Partido Socialista tem todas as condições para fazer governo e o BE está preparado para negociar uma solução que ofereça estabilidade ao país", por isso, "manifesta a sua disponibilidade, mantendo o compromisso que sempre afirmámos".

De qualquer forma, diz, "é absolutamente prematuro" afirmar em que condições poderia decorrer este acordo.

À semelhança do que já tinha sido afirmado pelo dirigente bloquista Jorge Costa, Catarina Martins sublinha que o resultado destas eleições mostra a consolidação do BE como "terceira força política".

Qualquer que seja o destino, diz, o partido irá "assumir a responsabilidade" que prometeu a quem nele votou. Catarina Martins recorda alguns dos compromissos assinalados pelo Bloco, nomeadamente "salvar o Serviço Nacional de Saúde, garantindo que tem financiamento necessário", "proteger os serviços públicos" (como os CTT) e "construir uma resposta decidida à emergência climática".

"Aqui estamos, aqui estaremos, em qualquer dos cenários, para lutar pelos compromissos que afirmamos desde o primeiro dia", terminou.

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