Ana Gomes. "É claro que não vou ficar quieta!"

A eurodeputada socialista, que nas próximas eleições europeias não será recandidata, assegura ao DN que conta permanecer "muito ativa" na sua causa de sempre: a luta anticorrupção

"Claro que não vou quieta!", diz Ana Gomes - uma certeza acompanhada de uma gargalhada, como se fosse possível imaginá-la afastada do espaço público, agora que se aproxima, por iniciativa própria, o fim da sua longa passagem no Parlamento Europeu.

Eleita pela primeira vez em 2004 e depois disso reeleita em 2009 e 2014 - sempre pelo PS -, a ainda eurodeputada - e diplomata de carreira - assegura que, depois do Parlamento Europeu, conta permanecer "muito ativa".

E sê-lo-á "na sociedade civil", usando o seu "chapéu do PS, como sempre". No partido, acrescenta, será "uma militante de base".

Quanto à causa pela qual se empenhará será a mesma de sempre: a luta anticorrupção. "Há muito trabalho para fazer" e pode ser desenvolvido em "articulação com o plano europeu e o plano internacional". "Conheço os circuitos e sei o que é preciso fazer."

Quanto à tradução orgânica desse seu ativismo, Ana Gomes reserva-se para já, argumentando com razões pessoais. Mas uma coisa assegura: "Estarei ativa."

A eurodeputada já tinha comunicado a António Costa em fevereiro do ano passado que não tencionava ser recandidata de novo a eurodeputada. Hoje anunciou ter feito essa comunicação ao grupo parlamentar a que pertence.

No Twitter, Ana Gomes explicou a sua decisão com o facto de ser uma defensora da limitação de mandatos

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