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Das 'cruzes do amor' à acusação de escravidão. O mistério da casa de Requião

Houve fugas, suspeitas e até uma morte, em 2004, nesta casa que há mais de 30 anos recebia jovens. Que lugar era este? Como e porquê iam ali parar as raparigas? E como foi possível, a ser verdade, que ninguém visse ou agisse?

"Quer dizer, maus tratos... Uma vez ou outra podemos ter dado uma sapatadita. Agora escravatura, não sei o que é escravatura. Quer dizer, sei o que é escravatura. A escravatura é pormos uma pessoa a trabalhar de dia e de noite, não faço ideia. Aqui não, temos as nossas horas. Por exemplo da parte da manhã temos o terço, a missa, a adoração ao Santíssimo, uma faz o comer, outra faz... de tarde ou vamos para a tipografia ou trabalhamos um bocadinho no campo."

As declarações são de Maria Isabel Silva, que se identifica como "a mais velha" das responsáveis da Fraternidade Missionária Jovem Cristo, em Requião (Vila Nova de Famalicão), e que esta quarta-feira foi formalmente acusada, com mais duas mulheres e o padre octogenário Joaquim Milheiro, do crime de escravidão sobre nove pessoas.

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