Furto das Glock. Só um arguido fica em preventiva

Dos dois polícias detidos, um fica em preventiva e o outro sai com a medida de coação mais leve, termo de identidade e residência

Um dos agentes da PSP detidos no caso do furto das pistolas Glock ficou em prisão preventiva. Ao que o DN apurou, trata-se de um delegado de uma organização sindical de polícias, que entretanto o suspendeu de funções.

O outro polícia detido ficou com termo de identidade e residência, a medida de coação menos gravosa, segundo disse à Lusa Santos Oliveira, advogado dos dois agentes da PSP arguidos neste processo.

Outros cinco arguidos no processo ficaram sujeitos a apresentações periódicas às autoridades.

Os suspeitos estão indiciados pelos crimes de associação criminosa, peculato e tráfico de armas.

Os dois polícias detidos trabalhavam no armazém, na sede da PSP, em Lisboa, onde as armas estavam guardadas. Logo quando o furto foi detetado, em janeiro de 2017, foram suspensos e sujeitos a processos disciplinares. Regressaram depois ao serviço - colocados em serviços administrativos e sem direito a arma - a aguardar o desfecho da investigação criminal. Têm estado sempre sob vigilância.

Nove pessoas foram detidas esta quarta-feira na sequência da operação "Ferrocianeto" relacionada com o furto de armas na direção nacional da PSP, ocorrido em 2017, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com uma nota da PGR, no decurso das diligências foram efetuadas nove detenções, sete das quais relacionadas com o inquérito em causa (três em cumprimento de mandados de detenção emitidos pelo Ministério Público e quatro em flagrante delito).

Duas pessoas foram detidas por posse de objetos proibidos, não estando as detenções relacionadas com o inquérito sobre o furto das 57 armas Glock retiradas da direção nacional da PSP, em 2017.