Saber mais, Agir sempre, Proteger melhor: o compromisso com o Oceano

Os cidadãos portugueses estão cada vez mais comprometidos com a sustentabilidade e a conservação do oceano. Em Portugal, contam-se já mais de 250 organizações formais e de movimentos informais de cidadãos a desenvolverem trabalho nesta área, e a mobilizarem milhares de voluntários, o que demonstra bem a crescente consciência coletiva e a vontade, cada vez maior, de proteger a natureza e em particular o mar. A dependência que os seres humanos têm do oceano, a sua importância estratégica para os países costeiros, e a ligação emocional ao mar, levam-nos a agir em prol da sua conservação. A facilidade e rapidez da informação, na era do digital, conduzem também a uma sociedade civil mais desperta e consciente da sua responsabilidade nos problemas que afetam o planeta. A problemática do lixo marinho ajudou a despertar consciências, pois é um problema visível e palpável, a cada visita à praia, ou a uma zona costeira, rio ou outro curso de água. Mas, as organizações nacionais não se centram apenas no lixo marinho, focam-se igualmente nas questões das alterações climáticas, intrinsecamente ligadas ao oceano, à sustentabilidade da exploração de recursos, nomeadamente da pesca, e à proteção, conservação e recuperação de espécies, habitats e ecossistemas.

Todos contam.

É um facto que as maiores organizações de conservação da natureza não conseguem chegar a todos os cidadãos, por isso, a sociedade civil organizada, as associações locais, os pequenos movimentos informais de cidadãos, são essenciais para reforçar, com proximidade, a informação à sua comunidade. A partilha de conhecimento científico com as comunidades locais é um imperativo, afinal só valoriza e protege quem conhece, e a ação das comunidades e dos cidadãos, mobilizados pelas organizações e movimentos, tem impacto direto na conservação e proteção do oceano.

Nos Açores.

Nos Açores, onde o mar contém alguns dos mais importantes ambientes insulares, de mar aberto e de oceano profundo do Atlântico, mais de 20 das 30 das organizações e movimentos identificados no arquipélago reuniram-se, num encontro promovido pelo programa Blue Azores, para darem a conhecer as suas principais iniciativas e partilharem boas práticas.

Das limpezas de costa e fundos marinhos, às ações educativas e de sensibilização com escolas e comunidades locais, aos projetos locais de monitorização e conservação de espécies, muitas são as iniciativas que estão em curso nas diferentes ilhas.

Centrado na conservação e no uso sustentável dos recursos, envolvendo também as áreas da educação, da economia e da gestão de pescas, assim como vários parceiros locais, regionais, nacionais e internacionais, o programa Blue Azores pretende apoiar também estas organizações nas suas iniciativas, para que o seu alcance seja maior. Parceiros fundamentais na proteção do mar dos Açores, a colaboração entre estas organizações e as sinergias que podem surgir inter ilhas é uma vantagem que fortalecerá e ampliará o trabalho e alcance de cada uma, potenciando o crescimento da cidadania não só a nível regional, como nacional.

O envolvimento das comunidades açorianas é crucial para a valorização e proteção do património natural único que é o mar dos Açores.

O que importa.

A dedicação das organizações e movimentos reflete-se em muito mais do que o papel isolado de cada uma. Juntas têm uma dimensão maior e incontornável na proteção do oceano, daí a preocupação da Fundação Oceano Azul em promover a criação, a nível nacional, de uma rede de organizações deste tipo. É essencial a união e esforço conjunto de todos. Dar voz e apoiar iniciativas locais, regionais, nacionais ou mesmo internacionais, para juntos falarem mais alto e serem ouvidos mais longe.

Gestora de Projetos da Fundação Oceano Azul

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