Palestina

A Palestina foi a província romana em que nasceu Jesus Cristo, o Homem que veio trazer uma mensagem de fraternidade e de Paz ao mundo. Por decisão internacional a Palestina, habitada esmagadoramente por árabes foi dividida e partilhada entre palestinos cristãos, muçulmanos, brancos e negros por um lado e judeus sionistas por outro. Nasce o Estado de Israel que rapidamente impede a constituição do Estado Palestino apostado como está a ficar com todo o território.

Hoje dia 29 de novembro é o Dia Internacional de Solidariedade com a Palestina, um dia instituído pela Organização das Nações Unidos cujo secretário-geral é António Guterres, que provavelmente fará uma intervenção sobre o assunto.

Assim em todo o mundo centenas de milhares de pessoas reúnem-se para demonstrar a sua solidariedade com o povo palestino que vive na Palestina e com o povo palestino, mais de 5 milhões de pessoas, que vivem em campos de refugiados no Médio Oriente, muitas vezes em campos sem condições dignas. Cinco milhões de pessoas em cujas casas vivem agora famílias sionistas ou que viram as suas casas arrasadas para aí se construírem habitações para pessoas que chegaram de fora, a maioria da Europa.

Israel foi a solução encontrada pelas potências ocidentais para depois da II Grande Guerra continuar a expulsar os judeus, enviando para terra alheia os sobreviventes do holocausto. Recordemos os barcos cheios de refugiados judeus alemães que em plena II Guerra foram impedidos de entrar nos Estados Unidos e que tiveram de se refugiar em países latino-americanos como a Costa Rica.

Importante também não confundir os judeus com os sionistas que são apenas um movimento político e obviamente não representam os judeus na sua diversidade de crenças, classes, etnias e escolhas políticas.

Os sionistas pretendiam qualquer terra, fosse de quem fosse, para instalarem um Estado. Um dos seus planos era o de se estabelecer em Angola, país na altura colonizado por Portugal. Pretendiam obter uma parcela do território expulsar os africanos que aí viviam e estabelecer um Estado sionista. Esses planos são bem conhecidos e foram estudados por académicos portugueses e estrangeiros, nomeadamente por João Medina e Joel Barromi. Esta ideia peregrina surgiu depois de falhada a hipótese de se estabelecerem no Uganda. Falhada a tentativa de colonizar Angola novas propostas surgiram dessa segunda vez em relação a Moçambique. Sempre a mesma ideia, instalar-se num território e expulsar as pessoas que aí habitassem.

Não tendo conseguido convencer os governos portugueses da monarquia os sionistas viraram os seus esforços para o Reino Unido, tendo sido bem-sucedidos uma vez que estes que, na sequência da I Grande Guerra e da derrota do Império Otomano, permitiram o estabelecimento dos sionistas na Palestina. Os planos sionistas foram rapidamente postos em prática e os próprios ingleses foram alvo de ataques terroristas das organizações sionistas o que os levou a pôr-se em fuga e a concordar no plano de divisão da Palestina.

Os palestinos cristãos e muçulmanos, árabes e Negros, foram metodicamente e barbaramente expulsos e nasce agora a sua quarta geração em campos de refugiados. Até quando? Quando poderão finalmente voltar a casa?

Hoje a ocupação das terras palestinas continua com a construção ilegal de colonatos cada vez maiores, mais numerosos e mais populosos. Continua a expulsão dos palestinos que são forçados a amontoar-se na estreita faixa de Gaza e na Cisjordânia cada vez mais pequena e minguada. Têm resistido heroicamente. Precisam da nossa Solidariedade. Por isso a ONU instituiu este dia de Solidariedade Internacional.

O Dia Internacional de Solidariedade com a Palestina será assinalado em Portugal hoje pelas 18 horas no Largo do Camões em Lisboa, e pelas 17h na Praceta da Palestina no Porto.

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