Escolher entre os novos Google, Apple e Samsung

Com a apresentação do Google Pixel 2, na passada quarta-feira, ficou completo o elenco dos smartphones topo de gama que vão ser o centro das atenções neste último trimestre de 2017. Só que decidir entre um Pixel 2, um Apple iPhone X (ou mesmo o 8) ou um Samsung Galaxy S8 (ou, para os mais "profissionais", um Note 8) não é fácil. A começar pelo facto de serem mais as semelhanças entre os equipamentos do que as diferenças.

Deixemos de lado questões como disponibilidade - é muito provável que não haja até ao fim do ano muitos iPhone X disponíveis - ou preço e foquemo-nos na tecnologia incluída em cada um destes modelos.

(Deixo propositadamente de fora um quarto fabricante, a Huawei. Ainda que seja atualmente, em unidades vendidas, o segundo maior do mundo, não está ainda no mesmo nível de inovação da Apple, Samsung ou Google - estes últimos, os "donos" do Android. Isto sabendo que, em Portugal, a marca chinesa será provavelmente a preferida de muitos consumidores pela sua normalmente boa relação qualidade/preço.)

Bastará um relance numa tabela com a comparação de especificações dos topos de gama da Apple, Samsung e Google para concluir que os aparelhos são praticamente iguais. O site The Verge fez esse trabalho.

Praticamente o mesmo processador, quase a mesma memória RAM, câmaras com sensores idênticos e até níveis de resistência à água semelhantes... são quase precisos olhos de lince para encontrar as diferenças entre estes telefones.

Obviamente que entre a Apple e os outros existe a diferença de sistema operativo, mas tendo em conta que as funcionalidades entre iOS e Android estão hoje em dia equiparadas, nem aqui existem verdadeiramente critérios objetivos para os separar. Isto à exceção de o sistema da Google permitir uma maior personalização e intervenção no seu core, o que para alguns pode ser fator decisivo para preferir o Android.

Centremo-nos então nos detalhes, ainda que a vantagem que estes representam para cada um dos aparelhos seja difícil de contabilizar, pois o seu "valor" é subjetivo.

Três exemplos fundamentais: A possibilidade de fazer emoticons animados com a sua cara é algo importante para si? A única opção é um iPhone X. Poder ligar o telefone a um monitor e um teclado para correr apps em ambiente desktop parece-lhe boa ideia? Escolha entre o Galaxy S8 e o Note 8. O poder do Google Assistant e do Google Lens (o sistema de reconhecimento de imagem, capaz de identificar o que está a ser fotografado) impressiona-o? O Pixel 2 será para si.

Não se esqueça é que qualquer uma destas opções terá as suas especificidades.

O universo iPhone é recheado de acessórios específicos e um sistema absolutamente controlado pela Apple, que não permite grandes personalizações.

Infelizmente, a Google vai seguindo o mesmo caminho: a característica mais original (ainda que não inédita no mercado) do Pixel 2 é este ser sensível ao "aperto": quando se pressionam os lados do smartphone em simultâneo ele reage, lançando o Assistant. Uma boa ideia, mas que seria melhor se fosse possível personalizar este comando (programá-lo para lançar o leitor de multimedia, por exemplo). Só que a Google decidiu impedir o remapeamento do sistema.

O mesmo tenta fazer a Samsung nos Galaxy com o botão que lança o Bixby, o assistente digital criado pelo fabricante coreano. O que é mais uma daqueles porme-nores irritantes para quem quer fazer realmente "seu" o seu novo telefone.

Resta-nos concluir que uma escolha entre estes aparelhos só pode ser subjetiva, pessoal. Para mim, há um pequeno detalhe que seria um fator importante num hipotético momento de opção: dos três, só a Samsung continua a instalar tomada de headphones nos seus modelos.

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