Twitter: a rede social perfeita...ou talvez não

Para quem não sabe - eu também não sabia - a maioria das redes sociais têm três fases. Sim, nada cientificamente provado, mas na minha experiência de utilizador bastante regular de redes sociais é isso que se passa. Sobretudo com uma rede diferente como o Twitter. Passo a explicar. A rede foi fundada pelos norte-americanos Jack Dorsey, Ed Williams, Biz Stone e Noah Glass em 2006 e apenas permitia frases até aos 140 carateres nos primeiros anos. Uma espécie de sms da internet. E, ao contrário de outras redes, que eram mais voyeuristas e partilhavam fotos, sobretudo. No Twitter era mais um espaço de partilha de ideias e opiniões.

Os mais famosos - de atores a celebridades da música, de jogadores de futebol a empreendedores - foram-se juntando ao Twitter e estava à distância de uma mensagem, ou quase. E foi uma festa. Informação em tempo real, opiniões de gente importante e de outros com menos importância. Ideias, partilhas. O mundo ficava mesmo à distância de poucos caracteres. Tudo era fantástico e viciante, muito.

Mas esta fase acabou rapidamente. Passámos à seguinte. Opiniões, discussões, insultos. Dei por mim a zangar-me e quase a perder amigos pelo Twitter. Se o assunto era religião, futebol ou política, o caldo estava entornado. Cheguei a irritar-me e a atirar o smartphone para longe para depois voltar a pegar e responder efusivamente, quase raivoso. Foram tempo difíceis. Muito. E depois veio a terceira fase. Na qual me encontro. Depois de vários meses afastado do Twitter, voltei. Apaguei a minha conta raivosa e cheia de seguidores raivosos e comecei tudo de novo, numa nova conta. E uso-a num misto de ferramenta de trabalho e procura de inspiração. Acho que cheguei à maioridade na utilização do Twitter. Quando partilho algo pondero antes e só sigo quem vale mesmo a pena. Não vale a pena andarmos chateados por meia dúzia de caracteres.

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