A palavra-chave

Viver num país pequeno e periférico tem muitos defeitos, mas também tem vantagens. E quando se fala em turismo, o caso aplica-se a Portugal. Nos tempos que correm Portugal fica, ao mesmo tempo, perto e longe do centro da Europa quanto baste. E sobretudo afastado quanto baste de latitudes em que se sente que é maior o risco de atentados terroristas. Somem-se o sol, as praias e o mar e o Algarve tem tudo para aproveitar o momento e ser um destino de férias preferido de cada vez mais ingleses, espanhóis, alemães e holandeses, as quatro principais nacionalidades que escolhem Portugal para uns dias de descanso. Depois de três anos em banho-maria, entre 2007 e 2010, nos anos piores da crise financeira, os turistas, sobretudo os estrangeiros, regressaram ao Algarve nos cinco anos seguintes, saltando de 1,9 milhões em 2011 para quase 2,6 milhões no ano passado. Somando o turismo nacional ao número de 2015, chega-se aos 3,7 milhões de turistas, oito vezes mais do que a população residente. Para este ano, as estimativas confirmam a tendência, esperando-se para 2016 mais um recorde de visitas e dormidas. Há pouco mais de um mês, as reservas nos hotéis algarvios contabilizavam mais 20% a 30% de reservas do que no ano passado pela mesma altura e muitos encontravam-se já quase esgotados. Faltará melhorar a segurança para receber tantos visitantes - e aumentar a sensação de segurança - e é por essa razão que o governo decidiu reforçar este ano na região o controlo de fronteiras, as equipas de policiamento luso-espanholas e o apoio a turistas vítimas de crimes. Não falta até a aposta numa aplicação para telemóvel para responder às necessidades dos turistas. Este ano, a palavra-chave do verão é segurança e o Algarve também quer ser conhecido como o destino mais seguro da Europa.

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