Trump quer aumentar arsenal nuclear. "Os EUA vão estar no topo"

Presidente norte-americano até diz ser o primeiro a defender um planeta sem armas nucleares, mas já que existem, quer o seu país a liderar a área

Os EUA ficaram para trás no que toca a capacidade, energia e armas nucleares. Quem o diz é o próprio presidente, Donald Trump, que quer o país no "topo" da energia nuclear

Trump, em entrevista à Reuters, falou pela primeira vez sobre o tema nuclear desde que tomou posse, a 20 de janeiro. Curiosamente, até diz que gostava de um mundo sem armas nucleares, mas que já que estas existem, os norte-americanos não podem ficar para trás.

"Seria o primeiro a gostar que ninguém tivesse armas nucleares. Mas não vamos ficar para trás em relação a ninguém, mesmo que seja um país amigo. Nunca vamos ficar para trás em termos de poder nuclear", afirmou.

"Maravilhoso" foi o adjetivo que Donald Trump atribuiu a um mundo sem armas nucleares, "mas já que existem, os EUA vão estar no topo".

De acordo com um grupo anti-nuclear, o Ploughshares Fund, a Rússia tem 7300 ogivas nucleares e os EUA 6970. "Têm muito mais armas do que o necessário para se deterem um ao outro [Rússia e EUA], ou qualquer outro país com poder nuclear", afirma a organização.

O novo acordo estratégico para limitação de armamento, denominado New START, entre os Estados Unidos da América e a Rússia, exige que até 5 de fevereiro de 2018 os dois países devem limitar o seu arsenal nuclear para níveis semelhantes durante 10 anos.

O país está a meio de um programa de trinta anos, com um custo de um 1 bilião de euros, para modernização de vários setores bélicos, algo que vários analistas dizem ser impossível para o país pagar.

Relativamente a uma recente movimenta russa que viola um acordo de 1987, Trump admite falar com Putin "se e quando o encontrar", admitindo que ainda não têm encontro marcado.

À Reuters disse ainda que a China poderia "muito facilmente, se quisessem", resolver o problema de segurança que é a Coreia do Norte, colocando pressão em Pequim sobre as atuações nucleares norte-coreanas.

Revelando-se "muito zangado" com os testes balísticos norte-coreanos, falou em acelerar o sistema de defesa japonês e sul-coreano, apresentando essa atitude como uma opção. No entanto, insistiu na capacidade chinesa.

"Vamos ver o que acontece. Mas estamos numa situação perigosa e a China podia acabar com isso muito depressa, na minha opinião", acrescentou.

Mostrando-se novamente "chateado" com a Coreia do Norte e revelando que até não exclui um encontro com Kim Jong Un, sugeriu que pode ser tarde de mais para fazer algo.

"É demasiado tarde. Estamos muito chateados com o que ele [Kim Jong Un] tem feito, e francamente isto devia ter sido tratado durante a administração Obama", sublinhou.

De recordar que Donald Trump já falou sobre devolver um sistema de defesa de mísseis da mais alta tecnologia para se defender de possíveis ataques do Irão ou da Coreia do Norte.

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