Toronto. Duas mil pessoas homenageiam vítimas de avião abatido pelo Irão

57 das 176 vítimas mortais do derrube do avião da Ukraine Airlines eram canadianos. "Nada substituirá estas vidas brilhantes que foram interrompidas", disse a vice-primeira-ministra daquele país.

Cerca de duas mil pessoas prestaram homenagem, este domingo, em Toronto, às 57 vítimas canadianas da queda do avião ucraniano abatido por engano pelo Irão, a maioria das quais pertenciam à comunidade iraniana do Canadá.

"Nada substituirá estas vidas brilhantes que foram interrompidas", afirmou a vice-primeira-ministra do Canadá, Chrystia Freenland, numa cerimónia na Universidade de Toronto, citada pela Agência France Presse (AFP).

Seis estudantes universitários morreram no acidente com um boeing da companhia aérea ucraniana Ukraine Airlines International (UAI), que resultou num total de 176 mortos.

O Irão admitiu responsabilidades na queda do aparelho da companhia UAI na quarta-feira passada, tendo referido que o avião civil ucraniano tinha sido abatido inadvertidamente por militares iranianos, que o confundiram com um míssil de cruzeiro devido ao estado de alerta decretado por causa da recente escalada de tensão entre Washington e Teerão.

Na cerimónia na Universidade de Toronto, vários familiares das vítimas expressaram tristeza e raiva.

"É uma história que toca as pessoas, os imigrantes que têm esperanças e sonhos. Eles trabalharam muito, eram pessoas de sucesso e chegaram até aqui para serem mortos em pleno voo", acusou Ali Esaashani, de 30 anos, em declarações à AFP.

"Estou com raiva" e "triste", partilhou. "Mas sinto-me também inspirado ao ver a comunidade unir-se assim", acrescentou.

O Canadá tem uma das maiores comunidades iranianas da América do Norte, com 210 mil canadianos de origem iraniana recenseados em 2016, de acordo com dados oficiais.

Metade destes vivem em Toronto, o que representa uma das maiores comunidades iranianas na América do Norte, depois da de Los Angeles.

Este domingo decorreram outras cerimónias no Canadá, uma das quais em Edmonton (capital da província de Alberta), onde o primeiro-ministro Justin Trudeau deverá discursar perante milhares de pessoas. 13 das vítimas do acidente com o avião ucraniano eram de Edmonton.

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