Tem sintomas de covid? Na Suécia vai poder fazer o teste grátis

O objetivo do novo programa de testes é controlar a taxa de infeção no país, um dos poucos no mundo que não impôs medidas de confinamento, ao contrário dos seus vizinhos europeus.

A Suécia vai fornecer testes gratuitos a todas as pessoas que apresentem sintomas de covid-19 e realizar o rastreamento de contactos de todos os que estão infetados. O anúncio surgiu esta quinta-feira, no mesmo dia em que o país disse que irá permitir as viagens por todo o seu território, quase três meses depois de ter recomendado que não se viajasse, como forma de lutra contra o novo coronavírus.

O objetivo do novo programa de testes é controlar a taxa de infeção no país, um dos poucos no mundo que não impôs medidas de confinamento, ao contrário dos seus vizinhos europeus.

O governo sueco já anunciou que vai dedicar 5,9 mil milhões de coroas suecas (mais de 520 milhões de euros) , além de mil milhões de coroas prometidas para cobrir os custos dos testes e do rastreamento de contactos. "A partir de agora, todos aqueles que tiverem sintomas, poderão fazer o teste à covid sem custos", explicou o ministro Per Bolund. Tanto os testes para detetar infeções ativas, como os testes serológicos estarão disponíveis.

A Suécia tem 42 mil casos de infeção com covid-19 e mais de 4500 mortes.

A partir de 13 de junho, qualquerr sueco sem sintomas poderá circular pelo país livremente, apesar de muitos estarem a aderir às recomendações de distanciamento social. "A situação ainda é séria. Este anúncop não significa que o perigo tenha passado. Não significa que a vida voltou ao normal", garantiu o primeiro-ministro Stefan Lofven.

O governo sueco desencorajou qualquer deslocação desnecessária, mas em abril levantou as restrições, limitando as deslocações a até uma ou duas horas de casa

Em Vez de um confinamento obrigatório, a Suécia tem apelado à população para que respeite as recomendações. Exceto a proibição de aglomerados com mais de 50 pessoas ou das visitas aos lares, a maioria das recomendações não passaram disso mesmo. não sendo vinculativas. Os líderes suecos nãpo se cansam de repetir que as medidas são pensadas a longo prazo e que a luta contra o vírus é "uma maratona e não um sprint".

Mas a sua abordagem tem sido criticada tanto interna como externamente, sobretudo devido ao elevado número de vítimas mortais, muito maior do que o dos seus vizinhos nórdicos.

Esta semana, o epidemiologista Anders Tegnell, que aconselhou o governo, admitiu que havia margem para melhor o desempenho do país e que a taxa de mortalidade é muito elevada.

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