Suspensas contas das redes sociais de aliados de Bolsonaro

Twitter e Facebook suspenderam as contas de 16 aliados do presidente brasileiro na sequência de uma ordem judicial.

Um juiz do Supremo Tribunal ordenou o bloqueio de contas das redes sociais de 16 pessoas na sequência de uma investigação a uma alegada campanha de desinformação que visa desacreditar o tribunal, bem como caluniar e ameaçar os seus juízes.

A tensão tem vindo a aumentar entre o líder da extrema-direita e o tribunal, enquanto as duas empresas norte-americanas enfrentam também uma pressão crescente para agirem de forma mais agressiva contra o discurso do ódio e informações falsas nas suas plataformas.

O juiz Alexandre de Moraes afirmou na sua ordem judicial - a aplicação de uma decisão proferida em maio - que as contas devem ser bloqueadas para impedir "a contínua disseminação de notícias falsas, calúnias, ameaças e crimes" contra o tribunal.

As contas visadas incluem figuras de destaque, tais como o ex-deputado conservador Roberto Jefferson, o empresário Luciano Hang e a militante de extrema-direita Sara Winter.


Os visitantes das suas páginas do Facebook e Twitter no Brasil, embora não noutros países, viram mensagens a indicar que estavam bloqueadas. "Este conteúdo não está disponível de momento", lê-se nas suas páginas do Facebook. Um aviso no Twitter explica: "Conta suspensa no Brasil em conformidade com uma exigência legal".

Numa mensagem associada através de uma hiperligação, o Twitter explica que a empresa "foi obrigada a reter o tweet original em resposta a uma exigência legal válida, tal como uma ordem judicial".

Os proprietários das contas bloqueadas reagiram furiosamente. Winter apelidou a ordem judicial digna de uma "ditadura", enquanto Jefferson fez uma comparação com a Alemanha nazi.

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