Sergio: o fruteiro que morreu na explosão de Tarragona, mesmo estando a 3km

Sergio Millán, de 59 anos, geriu durante anos uma frutaria no bairro de Torreforta e era muito apreciado pela vizinhança. Foi uma das três vítimas da explosão de terça-feira à tarde num complexo químico.

Sergio Míllan vivia com a mulher num apartamento no número 7 da praça Gracía Lorca, no bairro de Torreforta, em Tarragona, na Catalunha. Aos 59 anos, o homem que durante anos geriu uma histórica frutaria de bairro que fechou portas há uns quatro anos, foi uma das duas vitimas da explosão de terça-feira à noite num complexo químico situado a três quilómetros dali.

Tudo porque a fortíssima explosão fez voar pelos ares uma placa de metal com 1,65 metros por 1,20 metros e cerca de uma tonelada. O objetivo foi projetado a cerca de três quilómetros, tendo entrado pela janela do terceiro andar do prédio onde Sergio vivia, levando ao desabamento do teto do apartamento do antigo fruteiro e à sua morte. Várias testemunhas qualificaram o impacto da placa metálica como o de uma "bola em chamas".

Uma pouca sorte que Pau Ricomà, o presidente da Câmara de Tarragona, descreveu ao La Vanguardia como "quase inverosímil", apesar de admitir que essa é a "hipótese mais provável" para o que aconteceu.

Entre os vizinhos, a morte do "querido" Sergio gerou comoção. Segundo o Diario de Tarragona, a família do fruteiro era muito conhecida no bairro, com os pais a viverem na mesma praça. A frutaria da família, com o seu atendimento personalizado e a diversidade de produtos, era um marco em Torreforta, tendo sido obrigada a fechar devido à crise. Mas o negócio renasceu noutro local, estando agora a cargo do irmão mais novo de Sergio, dono de um pequeno supermercado na rua Falset. Os vários irmãos eram conhecidos entre a vizinhança pela alcunha "Los Gorditos".

A morte de Sergio Míllan está a ser investigada pelos Mossos d'Esquadra.

Ao final da tarde de terça-feira, uma forte explosão atingiu uma unidade industrial de produtos químicos, seguida de um grande incêndio em Tarragona. O impacto da explosão nas instalações da empresa IQOXE foi acompanhado por um gigantesco 'cogumelo' de chamas e de fumo, sentido e visível a quilómetros de distância.

A segunda vítima mortal foi descoberta apenas esta quarta-feira de manhã, no interior da fábrica, depois de ter sido dada como desaparecida.

Horas mais tarde, uma terceira pessoa morreu, não resistido aos ferimentos.

A empresa afetada é a IQOXE (Industrias Químicas del Óxido de Etileno), que segundo o jornal El Espanol, investiu recentemente 200 mil euros na prevenção de incêndios. A explosão ocorreu na zona sul de Tarragona, na área onde se situam vários indústrias petroquímicas.

Notícia atualizada às 19:30 de dia 15 de janeiro com a notícia de uma terceira vítima mortal

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