Parlamento do Peru chumba processo de destituição contra Presidente

O parlamento do Peru chumbou o processo de destituição por incapacidade moral contra o Presidente do Peru, Martin Vizcarra.

Para destituir Vizcarra, de centro-direita e no poder desde 2018, eram necessários 87 votos a favor dos 130 parlamentares que integram o parlamento peruano.

No final de dez horas de debate, apenas 32 deputados votaram a favor do procedimento de destituição por "incapacidade moral", iniciado na semana passada pelo parlamento, na sequência de acusações de manipulação de testemunhas num inquérito por suspeita de corrupção.

Na quinta-feira, os deputados ouviram uma gravação áudio em que Vizcarra pede a testemunhas que escondam a verdade numa investigação de um caso de alegada corrupção, relacionado com a contratação de um cantor, em plena pandemia, pelo Ministério da Cultura, levantando suspeitas de que o artista, pouco conhecido, tenha sido beneficiado.

Na sexta-feira, o parlamento aprovou, por 65 votos a favor, 36 contra e 24 abstenções, o lançamento de um processo de destituição contra Vizcarra. Na altura, o Presidente peruano tinha pedido aos deputados "que analisassem a situação com prudência, responsabilidade e que tomassem a decisão que considerassem apropriada".

Martin Vizcarra assumiu a presidência do Peru em março de 2018, depois de ter sido vice-presidente de Pedro Pablo Kuczynski, que se demitiu de chefe de Estado na sequência de um escândalo de corrupção ligado à empresa brasileira de construção Odebrecht.

O Presidente peruano, que não poderá recandidatar-te nas próximas eleições presidenciais, agendadas para 21 de abril de 2021, deverá terminar o mandato dentro do prazo estabelecido por lei, em 28 de julho de 2021.

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