Papa Francisco alerta jovens para os que querem "dividir e fragmentar"

O líder da igreja católica considerou que a presença de jovens de diversas confissões religiosas no encontro desta quinta-feira é prova de que a diferença não é um fator de divisão.

O Papa Francisco alertou esta quinta-feira em Maputo os jovens moçambicanos para estarem atentos àqueles que querem "dividir e fragmentar", apontando a resignação e a ansiedade como duas atitudes que matam o sonho.

"A alegria de viver, como se pode sentir aqui, a alegria partilhada e celebrada, reconcilia e torna-se no melhor antídoto capaz de desmentir todos aqueles que querem dividir-vos", declarou Francisco, numa mensagem aos jovens de diversas confissões religiosas, no Pavilhão do Maxaquene, na baixa da capital moçambicana. "[Fiquem] atentos àqueles que vos querem dividir, que vos querem fragmentar", prosseguiu o chefe da Igreja Católica, muitas vezes ovacionado, durante a sua mensagem de cerca de 30 minutos.

Francisco considerou que a presença de jovens de diversas confissões religiosas no encontro desta quinta-feira é prova de que a diferença não é um fator de divisão, mas promove a convivência pacífica. "Como faz falta nalgumas regiões do mundo a vossa alegria de viver, como faz falta nalgumas regiões do mundo a alegria de estarem juntos, de ter diversas confissões religiosas, mas filhos de uma mesma terra juntos", afirmou o líder da Igreja Católica.

Os jovens, continuou, devem manter a tenacidade que impede que lhes seja roubado o sonho de um presente e futuros melhores. "Gostaria de dizer que não deixem que vos roubem a alegria, não deixeis de cantar, de expressar tudo que aprendestes da vossa tradição", encorajou o Papa.

O chefe da Igreja Católica chamou a atenção dos jovens moçambicanos para o risco de promessas vazias, que resultam no desencanto. "Quantas promessas de felicidade vazias que acabam por mutilar vidas", disse.

O Papa Francisco cumpre esta quinta-feira o primeiro de dois dias da visita a Moçambique, no âmbito de um périplo por África, que o levará também a Madagáscar e às ilhas Maurícias.

Francisco é o segundo chefe máximo da Igreja Católica a deslocar-se a Moçambique, depois de João Paulo II ter visitado o país em 1988.

Exclusivos