Novo ministro das Finanças nega orçamento de urgência para o Brexit

O antecessor tinha mencionado um orçamento de urgência, marcado por possíveis medidas de austeridade suplementares, em caso de saída da UE

O novo ministro das Finanças do Reino Unido, Philip Hammond, anunciou hoje que não haverá no imediato um orçamento de urgência face à perspetiva do 'Brexit'.

Questionado por um jornalista da Sky News à saída de casa sobre a possibilidade de um orçamento de urgência, Hammond respondeu: "A primeira-ministra sublinhou que haverá uma declaração de outono como é hábito - este outono - e que nós estudaremos atentamente a situação este verão".

O seu antecessor, George Osborne, defensor da permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), tinha ameaçado em junho com um eventual orçamento de urgência, marcado por possíveis medidas de austeridade suplementares, se os britânicos decidissem sair da UE no referendo de 23 de junho.

Com a vitória do 'Brexit' (saída do Reino Unido da UE), Osborne afirmou que a decisão recairia sobre o Governo que sucedesse ao de David Cameron.

Reiterando que Theresa May é que é a primeira-ministra, Hammond, que trocou a pasta dos Negócios Estrangeiros pela das Finanças, remeteu quaisquer novidades orçamentais para a "declaração de outono", uma declaração de orçamento retificativo habitualmente apresentada no final de novembro, início de dezembro.

O novo ministro não deu qualquer indicação sobre eventuais modificações do orçamento inicial, apresentado em meados de março por George Osborne.

O ex-ministro antecipou, logo após a vitória do 'Brexit', que o próximo governo seria forçado a aumentar a política de austeridade, embora admitisse que o objetivo de regressar a um excedente orçamental até 2020 deverá ser abandonado.

Hammond acrescentou hoje que vai reunir-se "com o governador da Banco de Inglaterra hoje de manhã para avaliar a situação".

O banco central vai emitir hoje uma decisão política monetária muito esperada, a primeira desde a vitória do 'Brexit' no referendo.

Os analistas esperam uma decisão do governador Mark Carney e dos outros membros da comissão de política monetária da instituição para flexibilizar a política monetária para reforçar a economia face aos riscos ligados ao 'Brexit'.

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