Morreu mergulhador que salvou crianças em gruta na Tailândia

Oficial da marinha tailandesa recebia tratamento a infeção no sangue desde julho de 2018, altura em que foi concluído o resgate de 12 crianças e do seu treinador de futebol. "A gruta continua a tirar vidas", diz mergulhador finlandês que participou no resgate.

Um mergulhador da marinha tailandesa que participou na dramática operação de salvamento da gruta de Tham Luang em Chiang Rai, no norte da Tailândia, no ano passado, morreu de uma infeção no sangue que contraiu durante o resgate dos 12 jovens e do seu treinador de futebol, informou a Marinha Real Tailandesa esta sexta-feira.

O oficial Beiret Bureerak estava a receber tratamento desde julho do ano passado - altura em que terminou o resgate -, mas a sua condição de saúde piorou, adiantou o comunicado da marinha.

Mikko Paasi, um dos mergulhadores de elite que participou no resgate, e que o DN entrevistou em maio, prestou a sua homenagem ao oficial da marinha tailandesa com uma frase que colocou na sua página de Facebook e onde diz: "A gruta continua a tirar vidas".

Doze elementos da equipa de futebol dos Wild Boars e o seu treinador Ekapol Chanthawong foram explorar a gruta em 23 de junho do ano passado, quando as águas da chuva inundaram as galerias e deixaram-nos presos no seu interior. Sobreviveram durante dias até serem encontrados.

Foi lançada uma enorme operação de salvamento que terminou em 10 de julho, quando os jovens e o treinador foram retirados em segurança, com recurso a uma complexa operação com mergulhadores para a evacuação da gruta.

Bureerak não é a primeira vítima entre a equipa de salvamento. Outro elemento, o mergulhador da marinha Saman Kuman, morreu durante a operação de resgate que captou a atenção do mundo. Este militar entregou uma reserva de oxigénio a uma das crianças, e colocou a sua vida em risco. Ficou sem oxigénio antes de chegar à superfície e foi a única vítima mortal registada, na altura.

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