Milhares em Washington para se manifestarem contra o racismo nos EUA

Milhares de manifestantes ocupam o National Mall, em Washington, para um ato em memória do histórico discurso "Eu tenho um sonho", feito em 1963 por Martin Luther King

Milhares de manifestantes começaram a reunir-se esta sexta-feira para uma grande manifestação em Washington planeada há meses, mas cujo sentimento foi reforçado pelo recente assassinato de um cidadão negro por parte da polícia norte-americana em Kenosha, no estado de Wisconsin.

Os protestos do movimento antirracismo nos Estados Unidos tinham diminuído, mas a indignação voltou a ganhar força no domingo, depois de o afro-americano Jacob Blake ter sido baleado várias vezes pela polícia, em Kenosha.

Após dias de violentos protestos e depois de duas pessoas terem sido baleadas por um civil numa das manifestações, milhares de manifestantes devem ocupar o National Mall, em Washington, para um ato em memória do histórico discurso "Eu tenho um sonho", feito em 1963 pelo líder dos direitos civis Martin Luther King Jr.

A manifestação foi apelidada de "Get Our Knee Off" ("Tire o seu joelho de cima", em tradução livre), em referência às últimas palavras de George Floyd, um americano negro sufocado por um polícia branco em Minneapolis. O episódio provocou os distúrbios mais massivos nos Estados Unidos em duas décadas.

Pela manhã, milhares de pessoas com máscaras, devido ao coronavírus, fizeram fila para verificar a temperatura e entrar no perímetro do National Mall.

Apesar do calor húmido do final do verão, centenas ocuparam os poucos locais com sombra.

"Planeei esta viagem há meses. Cheguei aqui um pouco depois das 6.00 e por isso não dormi muito na noite passada. Espero que haja justiça", disse Gardner, uma mulher negra de 47 anos de Cincinnati.

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