Macron anuncia encontro de líderes europeus com Erdogan

Presidente francês critica "ofensiva louca" do presidente turco bem como a decisão de Donald Trump de retirar tropas do norte da Síria.

Emmanuel Macron anunciou na sexta-feira uma "iniciativa conjunta" com a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson sobre a ofensiva da Turquia no nordeste da Síria que prevê um encontro "em breve" com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

No final do Conselho Europeu em Bruxelas, o presidente francês afirmou que tencionava, juntamente com o chanceler alemão e o primeiro-ministro britânico, "ver" o presidente Erdogan nas "próximas semanas", "provavelmente em Londres".

Macron aproveitou para condenar a incapacidade da NATO de reagir àquilo a que chamou a ofensiva "louca" da Turquia no norte da Síria e disse que era tempo de a Europa deixar de agir como um aliado menor no que respeita ao Médio Oriente.

"Considero o que aconteceu nos últimos dias (no norte da Síria) um grave erro do Ocidente e da NATO na região", disse o presidente francês Emmanuel Macron aos jornalistas após a reunião do Conselho Europeu em Bruxelas. "Isso enfraquece a nossa credibilidade em encontrar parceiros no terreno que estejam ao nosso lado e que pensem que serão protegidos a longo prazo. Isto levanta questões sobre o funcionamento da NATO".

Macron e elementos do governo francês advertiram na última semana que a União Europeia corre o risco de cair na irrelevância da política externa se não encontrar uma forma de responder ao que consideram ser aliados imprevisíveis, como a administração do presidente dos EUA, Donald Trump.

A incursão militar da Turquia na Síria para atacar as forças curdas, lançada depois de o presidente americano Donald Trump ter dado ordens de retirada das tropas norte-americanas, apanhou de surpresa os países europeus.

Além de condenarem a incursão contra um aliado contra os combatentes extremistas do Estado Islâmico, teme que possa causar um vazio no qual os islamistas escapem das prisões curdas, acabando com os resultados obtidos pela coligação.

Na quinta-feira, após uma reunião com os norte-americanos Mike Pence (vice-presidente) e Mike Pompeo (secretário de Estado), o presidente turco Recep Erdogan concordou com uma trégua de cinco dias para que as milícias curdas se retirem. Washington disse que o acordo cobria apenas uma pequena parte do território que a Turquia pretende tomar como uma "zona segura". A trégua não perdurou: os bombardeamentos regressaram ao longo da fronteira na sexta-feira.

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