Libertada portuguesa raptada em Moçambique

Desde o início de 2020, as autoridades moçambicanas registaram um total de 10 raptos, cujas vítimas são empresários ou seus familiares.

A portuguesa de 27 anos raptada na segunda-feira na Matola, arredores de Maputo, foi libertada pelos sequestradores na noite de quinta-feira, disse à Lusa fonte próxima da família.

Jessica Pequeno foi entregue à família, "ainda está em choque", mas não apresenta sinais de maus tratos físicos, acrescentou.

Contactada pela Lusa, fonte do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) remeteu esclarecimentos sobre o caso para mais tarde.

A vítima é filha de um casal proprietário do restaurante Burako da Velha, negócio familiar dos portugueses Dina Pequeno e Alberto Beto - onde também trabalham Jessica e o marido, Marco, pasteleiro chefe.

A vítima foi intercetada na segunda-feira de manhã num dos seus percursos diários, entre casa, o trabalho e a habitação da ama do filho, tudo na cidade da Matola, o grande subúrbio ao lado da capital moçambicana.

Desde o início de 2020, as autoridades moçambicanas registaram um total de 10 raptos, cujas vítimas são empresários ou seus familiares.

Em outubro, um grupo de empresários na cidade da Beira, província de Sofala, centro de Moçambique, paralisou, por três dias, as suas atividades em protesto contra a onda de raptos no país.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), maior agremiação patronal do país, também já exigiu por diversas ocasiões um combate severo a este tipo de crime e até o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, já pediu mais medidas.

Vagas de raptos têm-se sucedido em Moçambique, inicialmente vistos como "uma prática direcionada para gente bastante rica, com capacidade de pagar altos resgates", mas "com o tempo vai atingindo também segmentos de pessoas normais, que fazem o negócio para viver sem qualquer tipo de riqueza", refere Adriano Nuvunga, diretor do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), organização não-governamental (ONG) moçambicana que tem comentado a prevalência do crime.

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