Liberais Democratas com dois líderes interinos até substituirem Jo Swinson

Os Liberais Democratas só elegeram 11 deputados para os 650 assentos na Câmara dos Comuns que estavam em causa, menos um do que nas legislativas de 2017.

Os Liberais Democratas britânicos vão ter Ed Davey e Sal Brinton como líderes interinos até ser escolhido um substituto para Jo Swinson, que não conseguiu ser reeleita deputada na circunscrição de East Dunbartonshire, foi hoje anunciado.

Sal Brinton, presidente dos Democratas Liberais, agradeceu a "liderança honesta e destemida" de Swinson, referindo que o partido ganhou nas eleições desta quinta-feira mais votos em 2017.

Todavia, o partido não conseguiu atrair suficientes votos de eleitores favoráveis à permanência do Reino Unido na União Europeia para impedir o 'Brexit' e Swinson foi uma vítima do crescimento do Partido Nacionalista Escocês (SNP) na Escócia.

Os Liberais Democratas só elegeram 11 deputados para os 650 assentos na Câmara dos Comuns que estavam em causa, menos um do que nas legislativas de 2017.

Jo Swinson estava em funções desde julho de 2019, tendo substituído na liderança do partido Vince Cable, que não se recandidatou.

"Nas próximas semanas, vamos eleger um novo líder e o nosso partido vai continuar a ser o ponto de encontro de quem acredita num país onde todos têm a oportunidade de avançar na vida", acrescentou Brinton.

Jo Swinson admitiu que o resultado das eleições "é obviamente extremamente dececionante" e "claramente um revés para os valores liberais", mas apelou à união para "criar um futuro positivo"

Com apenas uma das 650 circunscrições por apurar, em St. Ives, os Conservadores asseguraram 364 deputados, os Trabalhistas 203, o Partido Nacionalista Escocês (SNP) 48, os Liberais Democratas 11 e os Unionistas da Irlanda do Norte (DUP) oito, tendo ainda sido eleitos 15 deputados de partidos mais pequenos.

Este resultado dá a Boris Johnson o melhor resultado eleitoral de um líder conservador desde que Margaret Thatcher conseguiu eleger 376 deputados em 1987 e representa a pior derrota do Partido Trabalhista no pós-guerra, mais grave que aquela registada por Michael Foot em 1983, quando se ficou por 209 assentos no parlamento.

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