Venda de escravos na Líbia pode ser crime contra a humanidade

O Conselho de Segurança da ONU condenou a venda de imigrantes africanos e descreveu-os como "atos hediondos de abusos dos direitos humanos"

"O Conselho de Segurança [CS] condena estas ações como atos hediondos de abusos dos direitos humanos que podem também ser considerados crimes contra a humanidade", disse o presidente do Conselho de Segurança da ONU, através de um comunicado.

O CS apelou ainda a todas as autoridades relevantes que investiguem o caso e que levem os responsáveis até à Justiça.

"O Conselho de Segurança encoraja a cooperação entre a União Europeia, a União Africana e as Nações Unidas para proteger as vidas dos imigrantes e refugiados nas rotas de imigração e em particular no interior da Líbia", lê-se no comunicado, citado pela Lusa.

No final de novembro, um documentário da CNN revelou um mercado de escravos perto de Trípoli, capital da Líbia, através de imagens captadas por um telemóvel, quando decorria a venda de dois homens.

No som captado, ouve-se alguém afirmar que "os homens são vendidos por 1.200 dinares libaneses ou 400 dólares cada (339 euros, ao câmbio atual)".

De acordo com as Nações Unidas, refugiados e migrantes africanos são mantidos em cativeiro e vendidos como escravos por traficante e milícias, com os valores a oscilarem entre 200 a 500 dólares (168 a 420 euros).

Nos mercados de venda de escravos na Líbia - o principal centro é a cidade de Sabha -, as mulheres são também vendidas como escravas sexuais.

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