Vaticano reitera que não se opõe à exumação de Franco

Garantia foi dada por carta enviada pelo secretário de Estado do Vaticano à vice-primeira-ministra espanhola

O Vaticano não se opõe à exumação dos restos mortais do ditador Francisco Franco do Vale dos Caídos. A garantia foi dada por carta pelo secretário Estado do Vaticano, Pietro Parolin, à vice-primeira-ministra espanhola, Carmen Calvo.

"Parolin enviou uma carta à vice-primeira-ministra espanhola na qual reitera a posição da Igreja, ou seja, que não se opõe à exumação dos restos de Francisco Franco", afirmou o porta-voz interino da Santa Sé, Alessandro Gisotti, citado pela Efe. No dia 5 de janeiro, Gisoti tinha afirmado que a exumação do ex-ditador espanhol era um assunto que respeitava à sua família, ao governo espanhol e à Igreja espanhola.

A 15 de fevereiro, o governo de Pedro Sánchez, do PSOE, aprovou a exumação de Franco do Vale dos Caídos, com recurso a uma formulação que pretende contornar as objeções da família do general. Os familiares vivos de Franco, sete netos ao todo, têm agora que decidir onde o avô vai ficar sepultado depois de, por razões de ordem pública, o governo ter rejeitado a catedral de Almudena em Madrid.

A exumação de Franco, que governou Espanha em regime de ditadura durante 40 anos, até morrer, em 1975, foi uma das principais promessas do governo socialista de Sánchez. Este chegou ao poder, em junho, após vencer uma moção de censura contra Rajoy. E foi obrigada a demitir-se este mês depois de ver chumbado o Orçamento do Estado para 2019.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ricardo Paes Mamede

Foi Centeno quem fez descer os juros?

Há dias a agência de notação Standard & Poor's (S&P) subiu o rating de Portugal, levando os juros sobre a dívida pública para os níveis mais baixos de sempre. No mesmo dia, o ministro das Finanças realçava o impacto que as melhorias do rating da República têm vindo a ter nas contas públicas nacionais. A reacção rápida de Centeno teve o propósito óbvio de associar a subida do rating e a descida dos juros às opções de finanças públicas do seu governo. Será justo fazê-lo?