Supremacista branco inspirado em Breivik estaria a planear atacar o Congresso

Christopher Paul Hasson, tenente da Guarda Costeira dos Estados Unidos, é suspeito de preparar um ataque em massa. Foi preso na sexta-feira por posse ilegal de drogas e armas. Líder da câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, era um alvo potencial.

Christopher Paul Hasson, tenente da Guarda Costeira dos EUA, foi detido na sexta-feira passada por posse ilegal de drogas e armas. No entanto, isto poderá ser apenas a ponta do icebergue, relata o Washington Post , citando documentos do tribunal.

Hasson, natural de Silver Spring, no estado do Maryland, estava destacado em Washington DC desde o ano de 2016. Ex-membro dos Marines e da Guarda Nacional, o tenente estava a armazenar armamento desde 2017, tendo elaborado até uma lista de alvos que incluíam a própria líder da câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, membro do Partido Democrata.

Tinha, segundo a investigação levada a cabo pelo FBI, feito buscas na internet por frase como "os melhores sítios em DC para ver membros do Congresso" e "como são os supremos tribunais de justiça protegidos". Além disso, segundo os registos do tribunal, terá afirmado que pretendia "estabelecer uma supremacia branca" e "matar quase todas as pessoas da Terra". Não existia, porém, qualquer data para o ataque.

"O acusado tinha a intenção de assassinar civis inocentes a uma escala raramente vista no país", dizem aqueles documentos, argumentando que Hasson deve permanecer preso enquanto o seu julgamento estiver a decorrer. Segundo o gabinete do procurador-geral do estado do Maryland, o tenente da Guarda Costeira dos EUA estava obcecado com ideias neofascistas e neonazis e tinha planos para espalhar o caos.

Os documentos do tribunal, citados pelo Washington Post, indicam que Hasson estudou o manifesto de Anders Behring Breivik, de 1500 páginas. O terrorista norueguês matou 77 pessoas na ilha de Utoya, na Noruega, a 22 de julho de 2011, num ataque pensado e organizado ao pormenor. O manifesto de Breivik foi construído como um manual para outros supremacistas brancos, neofascistas e neonazis poderem inspirar-se e copiar os ataques, repetindo-os, num efeito miméticos, noutras partes do mundo. Breivik foi condenado a 21 anos de prisão.